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Guerra no Oriente Médio

Assista: Líder do Hamas agradece apoio de Lula à Palestina

As declarações surgem algumas semanas após o início da crise diplomática entre Brasil e Israel.

05/03/2024 às 09:16 - Atualizado em 05/03/2024 às 09:19

Foto: Reprodução

Guerra em Israel – O líder das relações políticas e internacionais do Hamas, Dr. Basem Naim, agradeceu ao governo brasileiro e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelas recentes manifestações de apoio à causa palestina.

Os comentários de Naim foram compartilhados em vídeo durante a conferência nacional do Partido da Causa Operária (PCO). O dirigente do grupo terrorista responsável pelo ataque a Israel em 7 de outubro afirmou que os membros da organização se sentem “honrados” por todas as declarações do Estado brasileiro.

“Hoje, estou falando para a audiência dessa conferência em um dos maiores Estados, de um dos maiores países do mundo, uma nação em ascensão, Brasil, que é um país amigo dos palestinos, apoiador da causa palestina. E estamos muito honrados por todas as declarações recentes dos funcionários do governo, particularmente as declarações do presidente Lula sobre seu compromisso e sua postura corajosa de apoiar a causa palestina e, especificamente, exigir um cessar-fogo para parar essa agressão contra nosso povo”, afirma Basem Naim.

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O representante do Hamas também declarou que aguarda o dia em que a organização poderá comemorar a “liberdade da Palestina” junto com o Brasil e outros aliados.

“Esperamos o dia em que estaremos na Palestina com todos os nossos amigos ao redor do mundo, incluindo nossos amigos e companheiros do Brasil para celebrar a liberdade da Palestina. E penso que será em breve. Mas, até chegarmos a esse momento, temos que fazer nosso dever de casa”, afirma Naim. “Estamos no solo, estamos lutando, estamos firmes, estamos comprometidos com nossa causa. Mas, também queremos o apoio de todos os nossos amigos ao redor do mundo, em particular, no grande e amado Brasil”, continua ele.

As declarações do líder do Hamas surgem algumas semanas após o início da crise diplomática entre Brasil e Israel, desencadeada pelas polêmicas falas do presidente Lula sobre as ações das Forças Armadas Israelenses na Faixa de Gaza. Em 18 de fevereiro, durante uma coletiva de imprensa em Adis Abeba, capital da Etiópia, Lula criticou Israel pela quantidade de mortes registradas durante seus ataques em Gaza e fez uma comparação entre a morte de palestinos e o genocídio de judeus feito pelo líder da Alemanha Nazista, Adolf Hitler. Pelo menos 6 milhões de judeus foram mortos pelo regime nazista entre 1933 e 1945.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus”, declarou o presidente. Além disso, Lula afirmou que Israel não obedece as decisões da ONU e que a ofensiva israelense promove um genocídio. Ele também se disse a favor da criação de um Estado palestino.

De acordo com o presidente, o conflito “não é uma guerra entre soldados e soldados, é uma guerra entre um Exército altamente preparado e mulheres e crianças”. “Não é uma guerra, é um genocídio”, declarou ele.

O discurso de Lula teve reações imediatas de repúdio por parte comunidade judaica no Brasil e no Israel. Mas também gerou um amplo desconforto diplomático com o Israel, que declarou o presidente persona non grata até receber uma desculpa oficial da República. O petista, contudo, tem resistido em recuar.

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Reagindo ao discurso, o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu, disse que o presidente brasileiro havia cruzado uma linha vermelha. “Ao comparar a guerra de Israel em Gaza contra o Hamas, uma organização terrorista genocida, ao Holocausto, o presidente da Silva desonra a memória dos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas e demoniza o Estado judeu como o mais virulento dos antissemitas. Deveria ter vergonha”, comentou ele.

Com o acirramento da crise, o Brasil, convocou para consultas seu embaixador em Tel-Aviv e convocou o representante diplomático de Israel para declarar sua “insatisfação” com os acontecimentos.

Em uma reafirmação da política externa nacional, mas de forma cautelosa, Lula já classificou as ações do Hamas em 7 de outubro como terroristas. “Fiquei chocado com os ataques terroristas realizados hoje contra civis em Israel, que causaram numerosas vítimas. Ao expressar minhas condolências aos familiares das vítimas, reafirmo meu repúdio ao terrorismo em qualquer de suas formas”, declarou Lula no dia do ataque a Israel.

Além disso, em outubro de 2023, o presidente apelou ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e à comunidade internacional, para pedir a liberação das crianças palestinas e israelenses que foram sequestradas e mantidas como reféns durante o conflito.

Durante o avanço do conflito, o Itamaraty e o presidente passaram a criticar mais fortemente as ações do Israel em Gaza, qualificando-as de desproporcionais e solicitando, junto a outros aliados, a condenação do país por genocídio.

Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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