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Cônsul de Israel nega haver genocídio contra palestinos em Gaza

Rafael Erdreich afirmou que informações divulgadas são distorcidas.

02/11/2023 às 07:50 - Atualizado em 02/11/2023 às 16:11

Guerra em Israel – O cônsul-geral de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich, negou, nesta quarta-feira (1ª), as alegações de genocídio contra o povo palestino e criticou os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, Gustavo Petro, da Colômbia, e Gabriel Boric, do Chile, por estarem “mal informados” sobre a situação na região. Erdreich afirmou que as informações divulgadas pelos presidentes latino-americanos são baseadas em fontes não confiáveis e que a verdadeira responsabilidade pela falta de paz é do Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza.

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Segundo o cônsul-geral Rafael Erdreich, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Gustavo Petro e Gabriel Boric estão mal informados sobre a situação na Palestina. Ele questionou a fonte de informação dos presidentes e declarou que a informação que sai de Gaza é controlada pelo Hamas. Erdreich ressaltou que acreditar no genocídio em curso é um equívoco, uma vez que Israel não tem o intuito de matar civis, mas sim combater o Hamas, responsável pelo conflito na região.

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Segundo Rafael Erdreich, para ser considerado um genocídio é preciso haver destruição total ou parcial por motivos étnicos-religiosos. O cônsul destacou que Israel possui uma população de dois milhões de árabes, sendo que parte deles serve ao exército. Além disso, ele enfatizou que muitos árabes estão lutando contra o Hamas, o que torna inválida a alegação de genocídio.

Durante a entrevista coletiva, o cônsul-geral também criticou a maneira como a imprensa brasileira tem tratado o conflito entre Israel e Palestina. Ele afirmou que a informação que chega à imprensa está controlada pelo Hamas e que as notícias publicadas são distorcidas. Erdreich questionou o motivo das notícias que afirmam que 8 mil civis foram mortos em Gaza, destacando que Israel tem solicitado que os civis deixem a zona de conflito para garantir sua segurança.

De acordo com a ONU, mais de 8,3 mil pessoas foram mortas na Faixa de Gaza desde o início do conflito, em outubro. O número inclui cerca de 3,4 mil crianças. No lado israelense, foram registradas 1,4 mil mortes. As informações são baseadas nos dados fornecidos pelo Ministério da Saúde Palestino e pelo governo de Israel.

Agência Brasil

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