Israel expande ataques no sul de Gaza e agrava crise humanitária na região
As áreas para onde os palestinos foram orientados a se deslocar estão cada vez mais cheias e com recursos limitados.

Foto: REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
Guerra em Israel – As forças israelenses expandiram suas operações militares na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, intensificando esforços para matar a liderança do Hamas, agravando a situação de crise humanitária no enclave palestino. Ao mesmo tempo, agências de ajuda internacional alertam que as áreas para onde os palestinos foram orientados por Israel a se deslocar estão cada vez mais cheias e com recursos limitados.
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Uma delegação política do Hamas dirigiu-se ao Cairo nesta sexta-feira para discutir um acordo proposto pelo Egito para encerrar o conflito, um plano com o qual nenhum dos lados concordou até agora, de acordo com autoridades egípcias. Israel disse que as negociações sobre o acordo, que libertaria os reféns detidos pelo Hamas, estavam em andamento.
Nos últimos dias, Israel intensificou suas operações em campos de refugiados densamente povoados no centro da região palestina, onde seus militares afirmam que os militantes do Hamas estão escondidos em túneis subterrâneos com várias décadas de existência.
Ao tomar controle do centro da Faixa de Gaza, Israel estabeleceria uma linha contínua de controle entre as tropas terrestres no norte e as operações em Khan Younis, que Israel aponta como sede de uma das brigadas militares mais importantes do Hamas.
Os militares israelenses disseram ter matado dezenas de militantes em Khan Younis nos últimos dias, usando ataques aéreos, drones, franco-atiradores e tanques. Além disso, Israel afirmou que concentra seus esforços para localizar os principais líderes do Hamas, incluindo seu líder, Yahya Sinwar, e Mohammed Deif, chefe do braço armado do grupo, que se acredita estarem escondidos em uma extensa rede de túneis sob Khan Younis.
As ordens de retirada das forças israelenses e um novo deslocamento de pessoas em direção ao extremo sul da Faixa de Gaza agravaram a pressão sobre os recursos escassos e a superlotação em uma área que já era a mais densamente povoada do enclave, com cerca de 12 mil pessoas por quilômetro quadrado, conforme relatórios de agências humanitárias.
Estadão Conteúdo

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