‘Nós responderemos’, diz Biden sobre movimentações contra tropas dos EUA no Oriente Médio
Em coletiva de imprensa, o democrata afirmou que Teerã deve estar preparada para este cenário.

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
Guerra em Israel – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, alertou nesta quarta-feira (25), especialmente às autoridades iranianas, que se os ataques contra as tropas americanas no Oriente Médio continuarem progredindo, o que aconteceu nos últimos dias, “nós responderemos”. Em coletiva de imprensa, o democrata afirmou que Teerã deve estar preparada para esta ocasião. Por sua vez, o presidente lembrou que a presença militar dos EUA na região ocorre há muitos anos, e que não está necessariamente ligada ao atual conflito envolvendo Israel.
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Sobre a guerra, Biden reafirmou acreditar que Israel tem o direito de reagir aos ataques contra seu povo. Por sua vez, o presidente disse apoiar um caminho pela Solução de Dois Estados, e mencionou que a proposta é a mais defendida por uma série de autoridades com quem vem conversando. O democrata destacou que acredita que uma das razões dos ataques do Hamas em 7 de outubro foi a integração de Israel na região, como na aproximação com o governo saudita. Biden disse ainda que os ataques de colonos israelenses contra palestinos na Cisjordânia devem “parar agora”.
O presidente afirmou que não exigiu que Israel adiasse a invasão da Faixa de Gaza para dar mais tempo de negociação aos reféns, mas disse que, se for possível, “eles deveriam”. “A questão é se há ou não alguma maneira de retirá-los. Se pudermos retirá-los, deveríamos retirá-los”, apontou. Ainda segundo o democrata, o fluxo de ajuda humanitária para Gaza está aumentando. Questionado sobre a contagem de mortes fornecida pelo Ministério da Saúde controlado pelo Hamas em Gaza Biden respondeu: “Não tenho confiança no número que os palestinos estão usando”.
As declarações foram feitas junto ao primeiro-ministro da Austrália, Antony Albanese, com quem o presidente se reuniu. Na ocasião, ambos reforçaram a parceria Aukus, que conta ainda com o Reino Unido. Visto como um contraponto militar à China, o americano disse que irá competir com Pequim, mas que não está buscando por conflito.
“Com o G7, estamos preparando alternativas à iniciativa Belt and Road”, disse o presidente, mencionando o plano chinês de investimentos em infraestrutura no exterior. Segundo Biden, a China está enfrentando uma série de problemas internos, e o crescimento econômico do país está estagnado relativamente ao que era.
Estadão Conteúdo

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