UE pede investigação de agência da ONU após dossiê sobre suposto envolvimento com Hamas
Em nota, a agência lamentou que todos os funcionários humanitários agora “precisem pagar o preço pelas supostas ações de 12 dos seus colegas”.

Foto: Reprodução
Guerra em Israel – A União Europeia pediu, nesta segunda-feira, 29, uma investigação sobre a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA) após acusações de suposto envolvimento de funcionários da agência com atividades do grupo terrorista Hamas. As acusações foram baseadas em um dossiê de Israel apresentado aos Estados Unidos, que alega a participação de 12 trabalhadores da ONU no ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro.
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A UE pediu à UNRWA que aceite uma auditoria da Agência a ser realizada por especialistas externos independentes nomeados pela UE, disse o seu porta-voz, Eric Mamer.
A UNRWA abriu uma investigação na sexta-feira, 26, após as acusações de Israel. Vários dos países que a apoiam suspenderam temporariamente o seu financiamento, incluindo a Alemanha, o Reino Unido, os Estados Unidos, o Canadá e o Japão, enquanto a Comissão Europeia garantiu nesta segunda-feira que decidirá o que fazer nas próximas horas.
Nesta segunda-feira, a agência pediu que não se vire as costas para a Faixa de Gaza. “A maioria dos habitantes de Gaza depende da UNRWA para sobreviver”, afirmou a organização em um comunicado no qual garantiu que 13 mil dos seus trabalhadores humanitários “trabalham incansavelmente em condições inimagináveis” para entregar ajuda à região.
Na nota, a UNRWA lamentou que todos esses funcionários humanitários agora “precisem pagar o preço pelas supostas ações de 12 dos seus colegas”.
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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Israel Katz, cancelou nesta segunda-feira uma reunião com o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, e pediu a sua demissão pelo suposto apoio ao terrorismo.
“Os funcionários da UNRWA participaram no massacre de 7 de outubro”, denunciou nesta segunda Katz na sua conta oficial X, onde instou Lazzarini a “tirar conclusões e demitir-se”.
Estadão Conteúdo

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