O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que se reunirá “muito em breve” com o presidente russo, Vladimir Putin, após sua posse na próxima semana. Embora não tenha especificado uma data, essa reunião será a primeira entre os líderes desde o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Em entrevista à Newsmax, Trump afirmou que a estratégia para encerrar o conflito depende de Putin e que acredita que o líder russo não está satisfeito com o andamento da guerra. “Eu sei que ele quer se encontrar, e eu vou me encontrar muito rapidamente. Eu teria feito isso antes, mas… você precisa assumir o cargo. Para algumas coisas, você precisa estar lá”, declarou Trump.
O congressista Mike Waltz, futuro assessor de segurança nacional, mencionou que espera uma ligação entre Trump e Putin nos próximos dias ou semanas.
A invasão russa à Ucrânia resultou em dezenas de milhares de mortos, milhões de deslocados e provocou a maior ruptura nas relações entre Moscou e o Ocidente desde a Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962.
O Kremlin confirmou a disposição de Putin para um encontro com Trump, embora ainda não haja uma data definida. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que “o presidente Putin declarou repetidamente sua abertura para contatos com parceiros internacionais, incluindo o presidente dos EUA e Donald Trump”.
Trump expressou anteriormente a intenção de resolver o conflito na Ucrânia rapidamente, sugerindo que poderia alcançar a paz em 24 horas. No entanto, recentemente, ele indicou que um prazo de seis meses seria mais realista para encerrar as hostilidades.
Líderes europeus têm enfatizado a importância de manter o apoio militar dos EUA à Ucrânia para fortalecer a posição de Kyiv nas negociações de paz e levar Moscou à mesa de negociações.
Putin busca, em eventuais conversações, novos acordos de segurança que garantam que a Ucrânia nunca se junte à OTAN e que a aliança militar liderada pelos EUA reduza suas implantações no leste europeu.
Oficiais ocidentais destacam a importância de Trump assegurar a paz sem que isso represente uma derrota para Kyiv, o que poderia encorajar Putin e seus aliados.