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Lava Jato

PF prende ex-ministro Henrique Eduardo Alves e novamente Eduardo Cunha

O mandado contra Alves é de prisão preventiva, quando não há prazo para que seja liberado.

Por Hugo Guimarães

06/06/2017 às 11:49 - Atualizado em 06/06/2017 às 16:46

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na mesma operação prendeu novamente o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que já está preso em Curitiba.

Próximo ao presidente Michel Temer, Alves foi seu ministro do Turismo. Deixou o cargo ao ser envolvido na Operação Lava Jato, quando recebeu de Temer uma carta pública na qual o chama de “amigo” e elogia a parceria de “décadas”.

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O mandado contra Alves é de prisão preventiva, quando não há prazo para que seja liberado. Mesmo depois que deixou o ministério, Alves continuou sendo um interlocutor frequente do presidente Temer. Os dois sempre foram muito próximos.

Alves e Cunha foram alvo nesta manhã da Operação Manus deflagrada para apurar atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal/RN. O sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões.

A PF divulgou as seguintes informações sobre a ação de hoje:

Cerca de 80 Policiais Federais cumprem 33 mandados judiciais, sendo cinco mandados de Prisão Preventiva, seis mandados de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte e Paraná.

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A investigação realizada se iniciou após a análise das provas coletadas em várias das etapas da “Operação Lava Jato” que apontavam solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.

A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no STF, e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que na verdade consistiram em pagamento de propina. Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Sobre o nome da operação, é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é: uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra.

Fonte: Estadão

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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