12 anos do acidente entre caminhão e micro-ônibus; relembre caso que chocou Manaus
Notícias de Manaus – Há 12 anos, um trágico acidente entre um caminhão e um micro-ônibus da linha 825 do Transporte Executivo que matou 16 pessoas, na avenida Djalma Batista, e foi considerado um dos piores da história do trânsito de Manaus.
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Por volta das 19h40 do dia 28 de março de 2014, horário de pico no trânsito, um caminhão que prestava serviços terceirizados à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) trafegava em alta velocidade no sentido bairro-centro, quando perdeu o controle, atravessou o canteiro central, invadiu a contramão e atingindo em cheio o micro-ônibus com 33 pessoas a bordo.
Entre as vítimas fatais estavam os motoristas dos dois veículos, uma criança e uma mulher grávida. Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram a realizar o parto do bebê, mas ele também não resistiu.
De acordo com laudo pericial, o motorista dirigia acima de 80 km/h e estava sob efeito de álcool e cocaína no momento do acidente. O exame toxicológico do Instituto Médico Legal (IML) confirmou a presença das substâncias, afastando a hipótese de falha mecânica, que foi apresentada preliminarmente.
Um mês após a tragédia, o local recebeu grades de proteção e nova sinalização, que são semelhantes às utilizadas em pistas de corrida e servem para impedir que veículos ultrapassem a via contrária evitando acidentes.
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Memória que permanece
Quatro anos após o ocorrido, em 2018, a Prefeitura de Manaus inaugurou um memorial no viaduto Ayrton Senna (local do acidente) em homenagem às vítimas. O espaço se tornou um ponto de memória e símbolo da alerta para que motoristas tenham atenção as regras de segurança no trânsito.
Também em homenagem às vítimas, o Complexo Viário 28 de Março, que liga a cidade ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, recebeu essa denominação.
Passados 12 anos, a tragédia ainda ecoa como alerta sobre os riscos da imprudência no trânsito. Dados do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) apontam que, em 2025, houve redução no número de acidentes com vítimas fatais em relação a 2024 na capital, mas os índices ainda preocupam. Entre estatísticas e memórias, a dor da perda permanece, acompanhada do desejo de que episódios como esse jamais se repitam.
Redação AM POST
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