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Águas de Manaus entra na mira de investigação por aumento de tarifa sem transparência

NUDECON apura possível irregularidade em aumento tarifário e cobra explicações da concessionária sobre contas de água em Manaus.

Por Natan AMPOST

28/05/2026 às 10:58 - Atualizado em 02/06/2026 às 08:27

Resumo

A Defensoria Pública do Amazonas investiga reajustes aplicados pela Águas de Manaus e aponta falhas na transparência com consumidores. Órgão apura possível aumento irregular nas tarifas e reclamações sobre contas altas, obras mal executadas e deficiência nos serviços de saneamento.

Notícias de Manaus – A Defensoria Pública do Amazonas abriu novas frentes de investigação contra a concessionária Águas de Manaus após identificar possíveis falhas na transparência e na comunicação dos reajustes tarifários aplicados aos consumidores da capital amazonense.

Por meio do Núcleo de Defesa do Consumidor (NUDECON), o órgão confirmou que analisa a legalidade, a regularidade e a forma como os aumentos vêm sendo cobrados nas contas de água e esgoto em Manaus. O foco da apuração envolve principalmente os reajustes aplicados nos últimos anos e o impacto direto no orçamento das famílias manauaras.

Entre os pontos mais graves levantados pela Defensoria está a suspeita de que um dos reajustes recentes possa ter sido implementado antes da conclusão formal da análise regulatória necessária.

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Defensoria aponta falha de informação aos consumidores

Segundo documento oficial do NUDECON, a Defensoria já havia instaurado o Procedimento Coletivo nº 01/2025 para investigar o reajuste de 12,32% aplicado pela concessionária no ano passado.

Durante a análise, o órgão concluiu que o aumento não estava ligado apenas à inflação, como muitos consumidores imaginavam. O percentual foi composto por diferentes parcelas: 6,33% referentes ao IGP-M, 3,92% relativos ao parcelamento de reajustes suspensos durante a pandemia e mais 1,65% ligado à Revisão Tarifária Ordinária de 2022.

Embora a Defensoria reconheça que os índices possuem previsão contratual e regulatória, o NUDECON afirmou ter identificado “deficiência substancial” no dever de informação da concessionária.

Leia mais: Águas de Manaus vira alvo de inquérito por suspeita de cobrar taxa de esgoto sem serviço efetivo

De acordo com o órgão, a divulgação dos reajustes ocorreu de forma insuficiente, limitada a publicações em veículos de baixa circulação e sem comunicação clara nas próprias faturas enviadas aos consumidores.

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Para a Defensoria, a prática pode representar afronta aos princípios da transparência, boa-fé e direito à informação previstos no Código de Defesa do Consumidor.

Águas de Manaus é cobrada por novo reajuste

Além da investigação sobre o aumento anterior, o NUDECON também abriu apuração envolvendo o reajuste de 5,52% aplicado em fevereiro de 2026.

A Defensoria encaminhou ofício diretamente à Águas de Manaus cobrando esclarecimentos sobre a existência de autorização formal para aplicação do reajuste, os fundamentos legais utilizados e a comprovação de comunicação prévia aos consumidores.

O órgão também questiona se a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (AGEMAN) concluiu análise técnica sobre o aumento antes da aplicação nas contas.

Um dos pontos considerados mais sensíveis pela Defensoria é justamente a possibilidade de o reajuste ter começado a ser cobrado antes da finalização oficial do processo regulatório.

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Caso a irregularidade seja confirmada, o NUDECON informou que poderá adotar medidas judiciais e extrajudiciais para defesa coletiva dos consumidores afetados.

Reclamações contra concessionária se acumulam

Além das discussões sobre tarifas, a Defensoria informou que acompanha diversas reclamações relacionadas à qualidade dos serviços prestados pela concessionária em Manaus.

Moradores relatam problemas frequentes como contas elevadas, abastecimento irregular, falhas no esgotamento sanitário, obras mal executadas, buracos abertos após intervenções e recomposição asfáltica precária em vários bairros da cidade.

Também estão sob análise questões relacionadas aos impactos na mobilidade urbana, cumprimento das metas de investimento e padrões mínimos de qualidade do serviço público.

As críticas contra a atuação da empresa se intensificaram nos últimos anos, principalmente após denúncias de ruas recém-asfaltadas que voltam a ser abertas pouco tempo depois para intervenções de saneamento.

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AGEMAN também foi alvo de recomendação

A Defensoria Pública recomendou ainda que a AGEMAN intensifique a fiscalização sobre os reajustes e sobre o cumprimento do dever de informação aos consumidores.

O órgão pede que a agência reguladora adote medidas administrativas e até sancionatórias em casos de descumprimento das normas previstas para os serviços de saneamento básico.

Segundo o NUDECON, futuros reajustes tarifários devem ser informados diretamente nas contas de água com antecedência mínima de dois meses, além de ampla divulgação em meios digitais, veículos de grande circulação e canais oficiais de atendimento.

Consumidores reclamam de conta alta e serviço ruim

As investigações ocorrem em meio ao aumento das reclamações da população sobre o custo das tarifas cobradas pela Águas de Manaus e a qualidade dos serviços prestados.

Em diversos bairros da capital, moradores relatam dificuldades para pagar as contas, demora em reparos, falhas de atendimento e problemas recorrentes de infraestrutura após obras realizadas pela concessionária.

A Defensoria afirmou que continuará acompanhando o caso para garantir que os direitos dos consumidores sejam respeitados e que a prestação do serviço público observe critérios de eficiência, transparência e modicidade tarifária.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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