Alessandra Campêlo expõe denúncia contra diretor da Tumpex acusado forçar funcionárias a fazerem sexo com ele dentro da empresa
Deputada se colocou do lado dos portais que denunciaram o caso e foram processados pelo homem.
- A deputada Alessandra Campelo denunciou na Assembleia Legislativa do Amazonas que Carlos Seiss, diretor da empresa de coleta de lixo Tumpex, é acusado de assediar sexualmente 57 funcionárias, incluindo menores, além de filmar os crimes.
- Mesmo com vídeos vazados comprovando os atos, Carlos Seiss não foi demitido, apenas afastado, e a deputada cobra que a Prefeitura de Manaus exija sua demissão imediata, já que Tumpex tem contrato milionário com o município.
- Alessandra Campelo declarou apoio aos portais que divulgaram o caso, informou que o acusado está processando jornalistas, e garantiu suporte psicológico, social e jurídico às vítimas, pedindo que outras mulheres afetadas também procurem ajuda.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus– A deputada estadual Alessandra Campelo, presidente da Comissão da Mulher, da Família e do Idoso, expôs nesta segunda-feira (13) durante sessão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), denúncia contra o diretor da empresa Tumpex, concessionária de coleta de lixo em Manaus, Carlos Seiss, acusado de assediar 57 funcionárias, incluindo menores de idade, além de manter relações sexuais e filmar os atos. A denúncia foi amplamente divulgada por vários portais.
Alessandra Campelo detalhou em seu discurso sobre como o homem agia com as funcionárias da empresa. Ela também lembrou que ele chegou a ser preso neste ano pela Polícia Federal.
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“Esse homem, já foi preso pela Polícia Federal este ano, era um dos gerentes, diretores da empresa, ele foi identificado agora como assediador, estuprador, aliciador de menores. Ele já assediou 57 mulheres até o momento identificadas. Essas mulheres iam trabalhar na Tumpex e ele as forçava a fazer sexo, sexo oral, a tirar a roupa, fazer Strep tease, todo tipo de coisa na sala dele e ele filmava. Ele filmava para o seu bel prazer, para assistir depois só que foi exatamente nesse segundo crime, de filmar, que esse vídeo vazou“, disse.
Exigência de demissão
A parlamentar também destacou que mesmo diante das imagens vazadas Carlos Seiss não foi demitido, apenas afastado da empresa. Ela enfatizou a necessidade de ações por parte da prefeitura de Manaus, que tem contrato milionário com a Tumpex, para exigir a demissão imediata do homem.
“O prefeito de Manaus tem que exigir que a Tumpex demita esse homem. Imagina com quantas outras mulheres ele fez isso? Espero que a Prefeitura não seja cúmplice disso, tenho certeza que não será. Esse homem tem que ser demitido, ele é pago com dinheiro público. O salário dele sai de uma empresa que recebe dinheiro público, essas meninas indiretamente são servidoras públicas porque são terceirizadas em uma empresa que presta serviço para Manaus e que inclusive foi alvo da Polícia Federal”, enfatizou.
Do lado da imprensa
Após o caso vir a tona por meio de portais locais, o homem decidiu processar os veículos de comunicação especialmente o site CM7, o primeiro a noticiar o caso com os vídeos.
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Em seu discurso, Alessandra Campelo também se manifestou a favor dos portais que expuseram os casos absurdos de assédio.
“Quero dizer também que esse homem decidiu denunciar os portais que revelaram tudo. Processou o CM7, está processando outros portais, processou pessoalmente a Cileide Moussallem, do CM7, porque ela denunciou e eu quero dizer que eu estou do lado de quem denunciou. Se ele quiser me processar a gente vai para a justiça, ele vai ter que provar que não é ele ali assediando as meninas“, declarou.
Vítimas
A deputada também afirmou que por meio da Comissão da Mulher está prestando apoio as vítimas e convocou as demais possíveis vítimas de Carlos a se manifestarem para também serem amparadas.
“Nós estamos atendendo algumas dessas vítimas com apoio psicológico, psicossocial e jurídico e quero dizer a todas as vítimas que nos procurem, nós vamos responsabilizar civil e criminalmente para que eles indenizem essas mulheres que tiveram suas imagens expostas, sua vida prejudicada”, explicou.
A partir dessa denúncia, espera-se que sejam tomadas medidas severas contra o gerente Carlos Seiss e que as vítimas recebam o apoio necessário para se recuperarem do trauma sofrido. É necessário que a justiça seja feita e que casos como esse sejam exemplarmente punidos, a fim de prevenir a ocorrência de novos episódios de assédio sexual e garantir a igualdade e o respeito no ambiente de trabalho. A sociedade como um todo deve unir forças para combater essa grave violação dos direitos humanos e garantir que todas as mulheres possam exercer suas atividades profissionais livremente, sem o medo de sofrerem assédio ou qualquer outro tipo de violência.
Redação AM POST*
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