Alfredo Nascimento culpa Lula por taxação de 50% imposta pelos EUA ao Brasil: “estamos pagando o preço”
Presidente do PL-AM afirma que proposta de Lula no Brics provocou retaliação de Trump e prejudica economia nacional.
Notícias de Manaus – O ex-senador Alfredo Nascimento, presidente do Partido Liberal (PL) no Amazonas, atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pelas novas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em vídeo publicado em suas redes sociais, nesta segunda-feira (15), Nascimento afirmou que a decisão do governo americano é uma resposta direta às recentes movimentações diplomáticas de Lula, especialmente durante a última cúpula do Brics.
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A taxação foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que atualmente busca retornar à Casa Branca. Os novos impostos afetarão diversos setores da exportação brasileira, em um momento de tensão nas relações comerciais entre os dois países.
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Para Alfredo Nascimento, o estopim para a retaliação foi a fala de Lula durante a reunião do Brics — grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — na qual o presidente brasileiro defendeu a criação de uma moeda comum para substituir o dólar em transações internacionais.
“As explicações são muitas: que a culpa é da direita, do Bolsonaro, dos filhos dele. Mas a culpa é do Lula! Na reunião do Brics, ele propôs criar uma moeda nova para substituir o dólar. O dólar é moeda de referência desde a década de 1940 porque é uma moeda forte, de um país equilibrado e poderoso. Todo movimento que o Lula faz é para confrontar os EUA por isso nós estamos pagando esse preço”, declarou Alfredo.
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Nascimento destacou que a instabilidade gerada por discursos e propostas do governo atual tem reflexos diretos na política externa brasileira, especialmente quando envolvem países como os Estados Unidos, principal parceiro comercial do Brasil em diversos segmentos.
O líder do PL no Amazonas defendeu a abertura de um diálogo entre os dois governos para encontrar uma saída que evite prejuízos maiores às exportações brasileiras. “Eu acho que a conversa tem que existir e a gente tem que encontrar uma saída para isso, porque não é bom para o Brasil”, afirmou.
A nova taxação representa um duro golpe para setores da economia brasileira, sobretudo o agronegócio e a indústria de manufaturados, que dependem fortemente das exportações para o mercado norte-americano. Empresários e lideranças do setor produtivo já começam a cobrar uma resposta do governo federal.
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