Aliado de Omar Aziz, empresário Orsine Jr é cotado para assumir Manauscult e tem histórico de polêmicas no AM; confira
O empresário que atuou na gestão do ex-governador Amazonino Mendes esteve envolvido em algumas polêmicas no estado.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus– O empresário Orsine Oliveira Júnior, é cotada para assumir a presidência da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), da prefeitura de Manaus. Ele já foi presidente da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) em 2018, na gestão do ex-governador Amazonino Mendes (Cidadania) e esteve envolvido em algumas polêmicas.
Orsine é aliado de primeira ordem do senador Omar Aziz (PSD) e teria sido indicado a vaga por ele. O anúncio do empresário para comandar a pasta deve demonstrar uma aliança do prefeito de Manaus David Almeida com personalidades e políticos ligados ao presidente Lula (PT).
“Parabéns presidente Lula!! Um escorpiano, como eu, que inspira por sua força, resiliência e coragem! Felicidades e saúde sempre!”, escreveu Orsine nas redes sociais em outubro do ano passado.
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Multado pelo TCE-AM
Em 2022, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) julgou como irregular a prestação de contas de Orsine Júnior a frente da Amazonastur, em 2018. O TCE determinou a aplicação de multas que totalizam R$ 392.333,91 mil, sob a alegação de improbidade administrativa por parte de Orsine.
O auditor Luiz Henrique Pereira Mendes foi enfático ao afirmar que as ações de Orsine Júnior configuraram improbidade administrativa, um ato que vai contra os princípios administrativos estabelecidos pela Constituição. No entanto, após recurso apresentado por Orsine, o TCE concedeu-lhe efeitos devolutivos e suspensivos, gerando um impasse nesse processo.
Persona non grata
Em 2018, a Câmara Municipal de Maués tomou uma decisão drástica em relação a Orsine, decretando-o como Persona non grata devido a irregularidades apontadas em sua conduta enquanto presidente da Amazonastur. O empresário foi denunciado na época pelo deputado federal Sidney Leite por supostamente desviar recursos da 39ª Festa do Guaraná, utilizando-os de forma indevida.
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Na ocasião, Orsine Júnior defendeu-se das acusações feitas por Sidney Leite, desafiando-o a comprovar as irregularidades apontadas. O empresário alegou que a denúncia teve motivações políticas.
Nomeação da filha
Ainda durante o comando de Orsine na Amazonastur, a filha dele Karine Barra de Oliveira foi nomeada em julho de 2018 pelo então governador Amazonino Mendes para exercer cargo na Comissão de Cooperação e Relações Institucionais do Amazonas na Secretaria de Relações Institucionais e Representação do Amazonas (Serira), sediada em Brasília.
Polêmica em Parintins
Em 2022 repercutiu nas redes sociais um áudio atribuído ao empresário Orsine Oliveira Jr, que é herdeiro da Amazonas Energia, onde ele ameaça cortar luz de clube, em Parintins, dias antes do Festival Folclórico, daque ano,
caso não tivesse desconto em atração de lancha.
“Não te preocupa que se tu fizer preço bom, entendeu, metade do que tu tá me cobrando, eu ainda arrumo energia pra ti, melhor do que tu gastar diesel para gerador. Agora, se tu não arrumar, mando ‘torar’ os fios tudinho (sic), cortar e deixar tu só com gerador para tu gastar dinheiro, aí. Não te preocupa, não, minha filha que tenho cabo lá. O pessoal da Amazonas Energia vai fazer ligação provisória”, disse Orsine Jr no aúdio.
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Áudio 1 pic.twitter.com/jiFVr9GEeR
— AM POST (@portalampost) July 1, 2022
Áudio 2 pic.twitter.com/izZ7o29nht
— AM POST (@portalampost) July 1, 2022
Vale lembrar que em 2018 quando Orsine estava a frente da Amazonastur, a Amazonas Energia foi arrematada pelo consórcio formado pela Oliveira Energia, empresa que tem como um dos sócios Orsine Rufino de Oliveira, pai do empresário.
A reportagem do Portal AM POST, procurou Orsine Jr, pediu esclarecimento sobre a situação e aguarda resposta.
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Pesquisa falsa
O empresário também caminhou em 2014 ao lado da equipe de campanha de reeleição do ex-governador José Melo e foi condenado em 2015 pelo juiz Affimar Cabo Verde Filho a pagar multa no valor de R$53.205,00 mil por disseminar uma pesquisa eleitoral falsa em prol de Melo durante as eleições daquele ano.
De acordo com processo, ele teria se utilizado do número de uma pesquisa oficial devidamente registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para divulgar uma pesquisa adulterada no site Jornal da Ilha. A pesquisa fraudulenta indicava os seguintes resultados: “Melo: 37,7% – Braga: 37,2%, na última pesquisa ACTIVA”.
De acordo com a decisão, Orsine negou a autoria dos fatos e também de ter fornecido a fonte da pesquisa eleitoral.
O empresário recorreu, em Brasília, após condenação e o processo acabou caindo nas mãos da desembargadora Giselle Pascarelli que anulou a multa e arquivou o processo.
Leia documento: PROCESSO PESQUISA FALSA
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