Alunos do curso de medicina acusam faculdade Fametro de abuso de poder ao tentar impedi-los de se formar em Manaus
Os estudantes afirmam que estão sendo prejudicados pois querem concorrer a vagas no programa Mais Médicos mas, para isso, precisam finalizar o curso.
Estudantes da primeira turma do curso de medicina, iniciada em 2017, da Faculdade Fametro, em Manaus, divulgaram nota nas redes sociais nesta sexta-feira (23), acusando a instituição de tentar impedi-los se formar e praticar abuso de poder. Os alunos afirmam que estão sendo prejudicados pois querem concorrer a vagas no programa Mais Médicos mas, para isso, precisam finalizar o curso.
De acordo com texto escrito pelos estudantes, a Fametro tenta adiar suas obrigações com os formandos e de forma arbitrária criou mais um semestre. Eles apontam que no contrato assinado no início do curso constavam 12 semestres, com prazo final para junho de 2023, mas agora a faculdade aponta um 13º, que não estava programado.
PUBLICIDADE
“Nós, na condição de alunos da 1° turma de Medicina da FAMETRO, iniciado no Segundo semestre de 2017, com término do curso previsto para Junho de 2023, somando um total de 12 semestres, de acordo com contrato assinado no ingresso do curso, viemos aqui demonstrar indignação sobre a arbitrariedade da instituição quanto a nossa colação de grau. Pois sem motivos plausíveis e sem cunho legal, tentam de todas as maneiras postergar suas obrigações para conosco, tentando de forma arbitrária adiar a conclusão, criando assim um inexistente 13° Semestre, que não existe em lugar algum e não tem previsão em contrato, fato demonstrado por documentos acadêmicos dos alunos“, diz trecho da nota.
Os formando também denunciam abuso de poder por parte da instituição pois afirmam que suas informações acadêmicas foram removidas do site da faculdade para dificultar eles de buscarem seus direitos na justiça.
“No último dia 03/06/2023, as informações acadêmicas registradas no Portal do Aluno foram removidas, coincidentemente apenas dos alunos da referida turma 1, sem acesso do histórico escolar e declarações que provam estarmos cursando o 12° (último período), dificulta na busca de nossos direitos por via judicial. Tal medida é abuso de poder e ilegal, pois a lei não permite essa ocultação de informações. A FAMETRO tenta criar a lei da mordaça e informamos, que apesar disso, demandas judiciais para exigir nossos direitos continuarão. Precisamos nos unir e buscar ajuda dos órgãos de fiscalização, da justiça e da sociedade para coibir tal arbitrariedade“, denunciam.
Ainda segundo os estudantes a Fametro ignorou uma decisão judicial, a favor de dois alunos da turma, que determina a colação de grau deles para garantir que participem do Programa Mais Médicos.
PUBLICIDADE
A reportagem do Portal AM POST, procurou a coordenação do curso de medicina da Fametro para se manifestar sobre as acusações dos alunos mas até o fechamento desta matéria no obteve resposta. Fica aberto espaço para direito de resposta.
Leia nota na íntegra:
Nós, na condição de alunos da 1° turma de Medicina da FAMETRO, iniciado no Segundo semestre de 2017, com término do curso previsto para Junho de 2023, somando um total de 12 semestres, de acordo com contrato assinado no ingresso do curso, viemos aqui demonstrar indignação sobre a arbitrariedade da instituição quanto a nossa colação de grau. Pois sem motivos plausíveis e sem cunho legal, tentam de todas as maneiras postergar suas obrigações para conosco, tentando de forma arbitrária adiar a conclusão, criando assim um inexistente 13° Semestre, que não existe em lugar algum e não tem previsão em contrato, fato demonstrado por documentos acadêmicos dos alunos.E pasmem, o atos desrespeitosos e ilegais não param por ai, pois no último dia 03/06/2023, as informações acadêmicas registradas no Portal do Aluno foram removidas, coincidentemente apenas dos alunos da referida turma 1, sem acesso do histórico escolar e declarações que provam estarmos cursando o 12° (último período), dificulta na busca de nossos direitos por via judicial. Tal medida é abuso de poder e ilegal, pois a lei não permite essa ocultação de informações. A FAMETRO tenta criar a lei da mordaça e informamos, que apesar disso, demandas judiciais para exigir nossos direitos continuarão.
Precisamos nos unir e buscar ajuda dos órgãos de fiscalização, da justiça e da sociedade para coibir tal arbitrariedade.
Nosso intuito não é tumultuar e sim fazer com que se cumpra o contrato para que possamos assumir a vaga do Programa Mais Médicos que tem cunho social de ajudar a sociedade e por em pratica o que aprendemos, e para isso precisamos finalizar nosso curso agora, na data estabelecida.
Nós estamos passando por estes problemas, imagina os próximos colegas que vão formar, por quais complicações poderão passar. Fica um alerta a quem já está nessa faculdade e para quem vai entrar.
Estamos passando por diversos constrangimentos, ansiosos, reprimidos e deprimidos com esta situação.
Informamos também, que já obtivemos duas vitórias significativas, dois de nossos colegas obtiveram uma determinação judicial para colar grau e garantir sua participação do Programa Mais Médicos, porém a instituição optou por ignorar a Decisão Judicial, e não cumpri-la até o presente momento, o que está prejudicando os colegas. Está a FAMETRO acima da lei?
Não, ninguém está acima da lei, e Ignorar uma determinação judicial caracteriza desobediência, passivo de punição com todo o rigor da lei. Não vamos nos abster diante da ilegalidade.
A imprensa e as autoridades podem nos procurar através do Direct que estaremos a disposição. Compartilhem esse absurdo.
Redação AM POST
Veja também: Entregador de comida é assassinado a tiros em Manaus. Clique aqui.
Acompanha nosso Podcast ao vivo em: Amazônia TV. Clique aqui.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






