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Ambulantes e feirantes legalizados apoiam ação da Prefeitura de Manaus contra comércio irregular no Centro da capital

As entidades representativas deixaram claro que não compactuam com práticas ilegais e que os próprios camelôs e feirantes legalizados são prejudicados.

Por Natan AMPOST

08/08/2025 às 11:32

Notícias de Manaus – Duas das principais entidades que representam os trabalhadores do comércio informal e das feiras livres de Manaus manifestaram, nesta quinta-feira (7/8), apoio irrestrito à ação de reordenamento urbano promovida pela Prefeitura da capital no Centro Histórico. Em notas oficiais, a Associação dos Vendedores Ambulantes do Comércio Informal do Amazonas e o Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus afirmaram que a medida é necessária e urgente para combater irregularidades, preservar a saúde pública e valorizar quem atua dentro da legalidade.

Desde segunda-feira (4/8), a Prefeitura de Manaus realiza a operação Mutirão no Bairro, com foco na revitalização do Centro da cidade. A ação envolve 16 secretarias municipais e atua nas frentes de infraestrutura, limpeza urbana, mobilidade, assistência social e, principalmente, no ordenamento do comércio informal, uma das demandas mais sensíveis da região central.

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Na primeira fase da operação, fiscais da Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc) e da Guarda Municipal apreenderam produtos fora do prazo de validade, com datas adulteradas ou armazenados em locais com presença de ratos e baratas. Muitos desses itens estavam sendo vendidos por comerciantes irregulares, que atuam sem registro e sem autorização legal.

Leia notas:
O SINDICATO DO COMÉRC]O VÀRE,JISTAS DOS FEIRANTES DE MANÀUS,

Associação dos Vendedores Ambulantes do Comércio Informal do Amazonas

Apoio à fiscalização e combate à ilegalidade
As entidades representativas deixaram claro que não compactuam com práticas ilegais e que os próprios camelôs e feirantes legalizados são prejudicados por esse cenário de desordem. “Os camelôs regulares também sofrem com a insegurança, o uso desordenado do espaço e a presença de práticas ilegais que afastam a população do centro comercial”, afirmou Gigi Maia, presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes.

Gigi também ressaltou que a presença de comerciantes ilegais compromete a imagem de toda a categoria. “Não podemos ser colocados no mesmo grupo daqueles que vendem alimentos vencidos ou guardam produtos em ambientes insalubres. Isso é crime e precisa ser combatido”, disse.

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Já o presidente do Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus, David Lima da Silva, destacou que a reorganização precisa ir além do Centro Histórico e alcançar pontos estratégicos como a Feira Manaus Moderna, Feira da Banana e o Mercado Adolpho Lisboa — áreas que também enfrentam problemas semelhantes. “Apoiar a legalidade é apoiar a dignidade do trabalhador”, pontuou.

Condenação à violência e defesa do diálogo
As entidades também condenaram os atos de violência registrados durante a ação de reordenamento, quando alguns comerciantes ilegais agrediram verbalmente e fisicamente agentes da Guarda Municipal. Para as lideranças, esse tipo de comportamento é inaceitável e precisa ser tratado com rigor.

“O caminho é o diálogo, a legalização e a cooperação. Violência não representa a maioria dos trabalhadores informais. Estamos dispostos a contribuir com soluções, não a criar mais problemas”, frisou David Lima.

Reordenamento busca equilíbrio entre comércio e urbanismo
Segundo a Prefeitura de Manaus, o Mutirão no Bairro tem como objetivo garantir um ambiente mais seguro, limpo e organizado para comerciantes, consumidores e turistas. Além disso, a proposta é abrir novas frentes de oportunidade para os ambulantes que desejam trabalhar de forma legal, com acesso a pontos regulamentados, infraestrutura mínima e suporte técnico.

A Prefeitura informou ainda que o reordenamento será feito em diálogo com as entidades representativas, justamente para garantir que os trabalhadores tenham espaço e condições de trabalho adequadas, ao mesmo tempo em que a cidade avança em sua organização urbanística.

As ações no Centro seguirão ao longo das próximas semanas, com expectativa de ampliação para outras zonas da cidade. A Prefeitura também estuda implementar um cadastro atualizado de trabalhadores informais, que poderá ser usado como base para novas políticas públicas voltadas ao setor.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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