Caio André fecha contrato quase milionário na CMM com empresário que já foi alvo de operação e acusado de agredir mulher em Manaus
Dono da Churrascaria Búfalo esteve envolvido em investigações relacionadas à exploração infantil no Amazonas além de acusação de agressão.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus– O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Caio André (Podemos), tem sido alvo de questionamentos desde a divulgação de um contrato assinado por ele. O contrato prevê o pagamento de quase R$ 1 milhão para a Churrascaria Búfalo, pertencente ao empresário Jian Marcos Dalberto, que esteve envolvido em investigações relacionadas à exploração infantil no Amazonas além de acusação de agressão.
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Jian Marcos Dalberto foi alvo da “Operação Estocolmo” realizada em Manaus no ano de 2012, que tinha como objetivo desarticular uma rede de exploração infantil. Apesar de ter sido investigado, em dezembro de 2023, a Juíza Dinah Câmara Fernandes determinou a extinção da condenação dos réus devido à prescrição da punibilidade.
Além das suspeitas de envolvimento em casos de exploração infantil, Jian Marcos Dalberto também foi acusado de agressão. Em 2017, Lana Caroline da Penha, então com 24 anos, denunciou o dono da Churrascaria Búfalo sob acusação de tê-la agredido. Segundo Boletim de Ocorrência, a jovem, ela foi violentada por dois homens nas dependências do bar Deck Beer, em Manaus, e após ser tocada indevidamente, Lana jogou bebida no rosto de um dos homens. Jian reagiu dando um soco no nariz de Lana.
Detalhes do contrato
O contrato assinado pelo presidente da CMM estabelece o pagamento de R$ 930 mil dos cofres públicos para a Churrascaria Búfalo. O valor é destinado ao fornecimento de “eventual” buffet para “uso institucional” da Câmara Municipal. O contrato, que foi divulgado próximo ao Réveillon, tem duração de 12 meses e está programado para encerrar em novembro de 2024.
A contratação da Churrascaria Búfalo, de propriedade de Jian Marcos Dalberto, pelo presidente da Câmara Municipal de Manaus tem gerado polêmica e questionamentos. Houve pesquisa antes de contratar essa empresa? Qual a necessidade deste contrato? Caio André é conivente? O presidente da CMM teria ignorado os casos e perdoado Jian?
As investigações relacionadas à exploração infantil e acusação de agressão contra o empresário tornam o contrato especialmente sensível.
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