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Caso Débora: família reage à defesa de Gil Romero no segundo dia de julgamento em Manaus

Parentes da vítima acompanharam o segundo dia do júri e criticaram declarações da defesa, que sustenta a inocência do acusado.

Por Arquipo Goes

28/05/2026 às 12:36 - Atualizado em 01/06/2026 às 14:56

Família de Débora durante o julgamento de Gil Romero em Manaus

FOTO: AM POST

Resumo

O segundo dia do julgamento do caso Débora foi marcado por forte emoção no Fórum Henoch Reis, em Manaus. Familiares da vítima rebateram as declarações da defesa de Gil Romero e cobraram justiça pela morte brutal da jovem grávida e do bebê Arthur.

 

Notícias de Manaus – O segundo dia do julgamento de Gil Romero, acusado pela morte de Débora da Silva Alves, grávida de oito meses, foi marcado por forte comoção e manifestações da família da vítima no Fórum Ministro Henoch Reis, na zona Sul de Manaus.

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Durante a manhã desta quinta-feira (28), parentes de Débora acompanharam a continuidade do júri popular e reagiram às declarações da defesa do réu, que sustenta a tese de inocência e alega supostas irregularidades durante a investigação.

Leia também: Defesa de Gil Romero questiona investigação e acusações durante julgamento do caso Débora

Família rebate defesa e cobra condenação

A tia de Débora, Rita de Cássia, criticou as falas do advogado de defesa e afirmou que a vítima foi submetida a extrema violência antes de morrer.

“Ela sim foi torturada. Quem teve a perna quebrada, quem foi asfixiada, quem levou socos e chutes foi a Débora”, declarou.

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Ainda emocionada, a familiar afirmou que a defesa tenta descredibilizar as provas reunidas durante a investigação.

“Só falta dizerem que a Débora entrou lá sozinha e fez tudo consigo mesma. Isso é revoltante”, disse.

Pai afirma confiar na Justiça

O pai da jovem, José Júnior, também acompanhou a sessão e afirmou acreditar que o acusado será condenado.

“Minha filha sofreu demais. Foi ela quem foi torturada. Nós estamos aqui pela Débora, pelo Arthur e por todas as vítimas de feminicídio”, declarou.

Segundo ele, a família permanecerá no fórum até a leitura da sentença.

“Nós não vamos sair daqui enquanto não houver justiça”, afirmou.

Delegada e perito devem ser ouvidos

O julgamento segue com previsão de duração de até três dias. Nesta etapa, devem ser ouvidos a delegada Débora Barreiros, responsável pela investigação do caso, além do perito criminal que atuou na apuração.

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A delegada participa do júri por videoconferência.

Gil Romero acompanha o julgamento presencialmente no plenário do Tribunal do Júri. A defesa afirma que irá apresentar elementos para provar a inocência do acusado.

Crime teve grande repercussão

Débora foi assassinada em 2023, quando estava grávida de oito meses do pequeno Arthur. Segundo as investigações, ela foi morta com extrema violência e teve o corpo ocultado em uma área no Distrito Industrial, em Manaus.

Meses depois, restos mortais do bebê também foram encontrados durante as buscas realizadas pelas autoridades.

O caso gerou forte repercussão no Amazonas e mobilizou movimentos de combate ao feminicídio no estado.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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