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Casos Benício e Pedro Henrique : Familiares fazem manifestação e pedem justiça em frente ao Hospital Santa Júlia em Manaus

Pais reforçam que as mortes dos meninos foi resultado de erros graves e exigem responsabilização de todos os envolvidos.

Por Natan AMPOST

13/12/2025 às 11:40 - Atualizado em 16/12/2025 às 11:32

Notícias de Manaus – Os familiares do pequeno Benício Xavier, de 6 anos, voltaram a protestar na manhã deste sábado (13) em frente ao hospital particular Santa Júlia, em Manaus, cobrando agilidade nas investigações e punição rigorosa aos responsáveis pela morte da criança. O caso, que chocou o país, ocorreu na madrugada de 23 de novembro, depois que o menino recebeu três doses de adrenalina intravenosa, de 3 ml cada, administradas em intervalos de 30 minutos — um procedimento considerado incorreto para a situação clínica dele. A família afirma ter sido uma sequência de erros que tirou a vida do garoto.

A manifestação deste sábado reuniu parentes, amigos e outros familiares que também relatam negligência médica na unidade. Segundo o pai de Benício, Bruno Mello de Freitas, o caso tem encorajado outras vítimas a denunciar situações semelhantes. Uma delas é o de Pedro Henrique, que morreu recentemente após um procedimento simples, aumentando ainda mais a mobilização por justiça.

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Bruno e a mãe de Benício, Joyce Xavier, reforçaram que a luta não é apenas pelo filho, mas por todas as crianças que dependem do sistema de saúde. Eles afirmam que permanecerão nas ruas até que os responsáveis sejam responsabilizados criminalmente. “A gente quer justiça, a gente vai até o final. Não queremos vingança. Queremos que todos os envolvidos respondam pelo que fizeram com o nosso filho”, disse o pai.

A manifestação ganhou novo fôlego após uma decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Na sexta-feira (12), o TJAM revogou o habeas corpus preventivo da médica Juliana Brasil Santos, uma das investigadas pela morte do menino. A decisão veio apenas quatro dias depois de a técnica de enfermagem Raíza Bentes Paiva ter o benefício negado pela Justiça. Para os pais, o avanço judicial representa um passo importante, embora ainda insuficiente diante da gravidade dos fatos.

Caso Pedro Henrique

Também participaram da manifestação os familiares do pequeno Pedro Henrique Falcão, de 1 ano e 7 meses, que morreu durante um procedimento de fimose realizado no Hospital Municipal Eraldo Neves Falcão, em Presidente Figueiredo, no último dia 11 de novembro. Segundo a mãe da criança, Stefany Falcão Lima, o bebê teria morrido após um possível erro na dosagem da anestesia.

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A Polícia Civil do Amazonas pediu a exumação do corpo do bebê para aprofundar as investigações sobre as circunstâncias da morte.

As informações registradas no boletim de ocorrência levantam suspeitas de imperícia e imprudência médica. A polícia quer esclarecer se houve falhas no cálculo da dosagem anestésica e se os parâmetros vitais da criança foram monitorados corretamente durante o procedimento.

Outo lado

Em nota o Hospital Santa Júlia afirmou receber o ato com “profundo respeito” e reconheceu a dimensão da dor enfrentada pela família do menino Benício. A instituição destacou que nenhuma palavra é capaz de mensurar a perda de uma criança e declarou solidariedade não apenas aos familiares, mas a todos os que foram impactados pela tragédia.

No posicionamento, o hospital ressaltou que o caso também abalou profundamente seus profissionais, afirmando que a morte do menino gerou consternação interna e reforçou a necessidade de apuração rigorosa dos fatos. A direção afirmou estar comprometida em compreender, com transparência e responsabilidade, tudo o que ocorreu durante o atendimento prestado à criança.

A perda de uma criança é algo que abala toda a sociedade, assim como também abala cada profissional desta instituição. Estamos consternados e comprometidos em compreender, com total transparência e responsabilidade, tudo o que ocorreu. Desde o início, temos colaborado integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, oferecendo acesso a prontuários, documentos e às nossas equipes, para que cada etapa seja elucidada com rigor e verdade. O momento pede serenidade para que o processo investigativo ocorra com rigor técnico e imparcialidade, garantindo que todas as conclusões se baseiem em evidências e laudos oficiais”, diz nota.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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