“Cobram passagem até com ônibus parado”: passageiro se revolta durante paralisação em Manaus
Usuário do transporte coletivo criticou cobrança no Terminal 1 durante greve dos rodoviários e defendeu o fim da escala 6×1.

(Foto: divulgação)
Resumo
Passageiros criticaram a cobrança de passagem no Terminal 1 durante a paralisação dos ônibus em Manaus nesta quarta-feira (27). Usuário do transporte coletivo desabafou sobre a situação e defendeu o fim da escala 6×1.
Notícias de Manaus – Mesmo com ônibus parados em frente ao Terminal 1, na Avenida Constantino Nery, no centro de Manaus, passageiros continuaram sendo cobrados para entrar na integração durante a paralisação do transporte coletivo registrada na manhã desta quarta-feira (27).
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A situação gerou revolta entre usuários do sistema. Em conversa com a equipe do portal AM POST, o passageiro Márcio Correia criticou a cobrança da tarifa mesmo sem a circulação dos coletivos e também comentou sobre o movimento relacionado ao fim da escala de trabalho 6×1.
“Os ônibus tudo parado aí na frente e o pessoal tendo que pagar passagem pra entrar no terminal sem saber se ia conseguir sair. Isso é revoltante. A gente já sofre todo dia com ônibus lotado, demora e agora isso também”, desabafou o passageiro.
Márcio também afirmou apoiar o movimento pelo fim da escala 6×1, destacando a importância do descanso dos trabalhadores.
“Eu sou a favor porque ninguém aguenta trabalhar seis dias direto pra descansar só um. O trabalhador precisa descansar mais também”, afirmou.
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A paralisação durou cerca de duas horas e fez com que diversos ônibus permanecessem estacionados nas proximidades do Terminal 1. Após o encerramento do ato, os coletivos começaram a sair gradualmente em direção ao Centro e aos bairros da capital.
Protesto teve relação com movimento nacional
O movimento em Manaus acompanhou manifestações registradas em outras cidades do país contra a escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos e tem apenas um dia de folga.
A mobilização ganhou força após o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso sem redução salarial.
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Durante a paralisação, muitos passageiros enfrentaram dificuldades para chegar ao trabalho e precisaram buscar alternativas de transporte. O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) acompanhou a situação e monitorou a retomada gradual da circulação dos ônibus ao longo da manhã.
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