CRM-AM pune com pena branda médico acusado de negligência pelas mortes de pacientes e famílias das vítimas se revoltam em Manaus
Conselho Regional de Medicina (CRM) apenas suspendeu o médico do exercício profissional pelo período de 30 dias.
Redação AM POST
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O resultado do julgamento no Conselho Regional de Medicina (CRM) do médico gastroenterologista Edson Ritta Honorato, que é suspeito de ter causado as mortes em cirurgia de Melina Seixas e Allan Braga por negligência, revoltou as famílias das vítimas. A decisão tomada na quarta-feira (10), por unanimidade, apenas suspendeu o médico do exercício profissional pelo período de 30 dias.
De acordo com a defesa da família de Melina, eles irão recorrer da decisão no Conselho Federal de Medicina. Darlan Taveira, esposo de Melina, diz que é surreal a decisão do CRM-AM em relação ao caso.
“Mesmo com todos os fatos de negligência registrados nos autos do processo, definiu-se uma sanção imposta de apenas 30 dias de afastamento, para uma pessoa que desprezou qualquer tipo de regulamento médico necessário para realizar um procedimento que prevê riscos aos pacientes”, afirma.
Em pronunciamento na sessão, desta quinta-feira, (11/05), a deputada estadual Alessandra Campelo (PSC) lamentou o resultado. “Muita decepção no dia ontem, quando o Conselho Regional de Medicina julgou o caso e deu apenas 30 dias de suspensão para esse médico, só isso. Trinta dias de suspensão, duas vidas e duas famílias”, disse a deputada.
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Na tribuna, Alessandra Campelo relembrou outro polêmico caso envolvendo o médico. Em abril de 2022, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), deflagrou uma operação que resultou na prisão em flagrante de Edson Ritta Honorato, então com 67 anos, pelo crime de favorecimento à prostituição praticado contra uma adolescente de 16 anos. A prisão ocorreu em um condomínio residencial, no bairro São José Operário, zona leste da capital.
À época, a delegada Joyce Coelho disse que as diligências em torno do caso iniciaram quando as equipes da Depca receberam várias denúncias informando que o médico estaria levando adolescentes ao local, com intuito de cometer o delito. Ele foi solto pela Justiça um dia depois da prisão em flagrante.
“Quero dizer para esse homem que a Procuradoria da Mulher está acompanhando, junto com a competentíssima doutora Joyce (Coelho), os casos de prostituição de menores. Se ele não for preso por negligência médica, ele vai ser preso pela prostituição de menores, mas ele não vai escapar da Justiça”, afirmou a parlamentar.
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