“Dama do Tráfico” tem novo companheiro enquanto “Tio Patinhas” líder do CV segue preso, diz delegado
Luciane Farias ficou conhecida por ser esposa do chefe do Comando Vermelho (CV) no Amazonas.
- Foto: Divulgação
Notícias de Manaus – O delegado Thomaz Vasconcelos Dias, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), revelou nesta quinta-feira (29/05) em coletiva de imprensa Luciane Barbosa Farias, de 39 anos, conhecida como ‘Dama do tráfico’ por se esposa de Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, um dos líderes do CV (Comando Vermelho) no Amazonas, já está em novo relacionamento.
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“Até onde eu sei ele [Tio Patinhas] continua preso. No levantamento das investigações, inclusive, ela demonstrou ter outro companheiro, ela tem uma outra pessoa hoje”, declarou Thomaz Vasconcelos Dias.
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“Há uma investigação em andamento – cujas as informações não podem ser divulgadas no momento –, em relação a uma organização criminosa envolvida com roubos e fraudes. E verificamos a participação da ‘Dama do Tráfico’ nas práticas criminosas”, completou o delegado.
A informação veio à tona após a prisão de Luciane na manhã de quarta-feira (28), no bairro Cidade de Deus, na zona Norte de Manaus. Ela estava foragida havia cinco meses e foi capturada por agentes da Polícia Civil em cumprimento a um mandado de prisão expedido em janeiro deste ano. A “dama do tráfico” foi condenada pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
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De ONG ao Ministério da Justiça
Luciane Barbosa ficou conhecida nacionalmente em 2023, quando participou de audiências no Ministério da Justiça, em Brasília, na condição de presidente da Associação Instituto Liberdade do Amazonas (ILA). A entidade, segundo as investigações da Polícia Civil, atuava como uma ONG de fachada, sendo financiada com dinheiro do tráfico de drogas e voltada ao apoio a presos ligados ao Comando Vermelho.
A presença de Luciane em reuniões oficiais do governo federal foi divulgada pelo jornal Estadão e provocou críticas e questionamentos. Em resposta, o Ministério da Justiça afirmou que a mulher estava na capital federal como integrante de uma comitiva de advogados e que a responsabilidade por sua participação era das entidades organizadoras do evento. “A presença de acompanhantes é de responsabilidade exclusiva da entidade requerente e das advogadas que se apresentaram como suas dirigentes”, declarou a pasta em nota na época.
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