David Almeida lidera prefeitos do Norte e lança Carta de Manaus para exigir justiça fiscal no pacto federativo
Documento será enviado ao Congresso e ao Planalto com propostas que reconhecem o custo amazônico.
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Notícias de Manaus – A defesa de um pacto federativo mais justo e compatível com a realidade amazônica ganhou destaque nacional nesta sexta-feira, 12/12, em Manaus. O prefeito David Almeida conduziu o Encontro de Prefeitas e Prefeitos da Região Norte em busca de justiça fiscal no financiamento público, iniciativa realizada em parceria com a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP).
O evento reuniu gestores, lideranças políticas e representantes institucionais para discutir a urgente correção das distorções do federalismo fiscal brasileiro, que há mais de seis décadas ignora as particularidades da Amazônia.
Carta de Manaus será enviada ao Congresso e à Presidência
Ao lado do vice-governador Tadeu de Souza, do vice-prefeito Renato Junior e de representantes da FNP, David Almeida reforçou a construção da Carta de Manaus, documento que será encaminhado à Presidência da República, ao Congresso Nacional e aos governos estaduais.
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Modelo atual ignora extensão territorial, logística e preservação ambiental
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A Prefeitura apresentou dados que demonstram as falhas do modelo vigente.
Manaus possui 11.401 km², é a 2ª maior capital do país em extensão e concentra a maior rede de serviços urbanos e sociais do Amazonas, além de manter alta taxa de preservação ambiental.
Os critérios de repasse federal, porém, não consideram fatores como:
vastidão territorial,
baixa densidade populacional,
complexidade logística,
custo elevado do transporte,
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necessidade de serviços por via fluvial,
papel estratégico na preservação ambiental.
Logística amazônica pressiona finanças municipais
David Almeida destacou que manter escolas, saúde, energia e alimentação em áreas de acesso fluvial exige investimentos muito superiores à média nacional.
“É muito diferente administrar uma cidade compacta e governar um território continental como Manaus”, afirmou.
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Vice-governador reforça que o custo amazônico é estrutural
Tadeu de Souza pontuou que a desigualdade no financiamento municipal não é circunstancial:
“É sobre justiça fiscal e sobre o custo de fazer serviço público numa área continental e distante dos centros de decisão.”
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Propostas: novo FPM, créditos de carbono e repasses ambientais
Manaus apresentou propostas estruturantes, incluindo:
revisão imediata do FPM com critérios territoriais e ambientais;
criação de uma Bolsa de Créditos de Carbono na Região Norte;
obrigatoriedade de transferências federais por serviços ambientais;
ampliação de investimentos diretos da União na Amazônia.
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Municípios do interior apoiam a mobilização
O presidente da Associação Amazonense de Municípios, Anderson Souza, reforçou a urgência do financiamento adequado:
“No Amazonas, há município que leva 15 a 20 dias de balsa para receber insumos.”
Arrecadação concentrada, obrigações descentralizadas
David Almeida também expôs a assimetria tributária:
“De cada R$ 100 milhões do polo industrial, R$ 50 milhões vão para a União, R$ 48 milhões para o Estado e apenas R$ 2 milhões ficam com o município — mas quem entrega água, asfalto, coleta e transporte é a prefeitura.”
Carta de Manaus inaugura mobilização permanente
A FNP destacou que o objetivo é transformar dados em agenda federativa permanente.
Segundo David Almeida, a Carta de Manaus “marca o início de uma longa jornada para garantir equidade na distribuição do bolo tributário”.
O próximo encontro será em 4 de fevereiro, em Brasília.
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