Deputado Rozenha detona titular da Sedel por exclusão de Manaus da Copa do Mundo Feminina, mas omite a própria inoperância
Parlamentear que é presidente da FAF e vice da CBF, garantiu que capital seria sede do torneio, mas falhou na hora do resultado.
- Foto: reprodução
Notícias de Manaus – Manaus ficou de fora da lista de cidades-sede da Copa do Mundo Feminina de 2027, e o deputado estadual Rozenha (PMB) reagiu com indignação durante a Sessão Plenária desta terça-feira (13/05), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Em discurso inflamado, o parlamentar tentou jogar toda a culpa para o Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), Jorge Elias Costa de Oliveira, pelo fracasso. No entanto, as críticas encobrem sua própria omissão no processo e revelam a fragilidade de sua atuação política e institucional.
Diante do revés, o deputado buscou um bode expiatório. Acusou a Sedel de falta de articulação, criticando o envio de “funcionários sem qualificação” para tratar com representantes da FIFA e alegando que as exigências da entidade foram respondidas com atraso.
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“Manaus já sediou grandes eventos, mostrou sua força e estrutura. Ficar de fora da Copa do Mundo Feminina de 2027 é uma derrota que expõe a falta de articulação e de gestão da atual Sedel”, afirmou Rozenha, ao questionar a ausência de protagonismo da secretaria em um momento decisivo para o esporte amazonense.
A deputada Alessandra Campelo (Podemos), diretora de Futebol Feminino da FAF, reforçou o impacto negativo da exclusão. “A gente andou para trás. Perder a Copa do Mundo Feminina, tendo sido sede da Copa do Mundo e com toda a estrutura que a gente tem, foi realmente um balde de água fria. A equipe da Sedel não deu uma resposta à altura do que o governador tinha determinado”, declarou.
Em apoio às declarações do deputado Rozenha, o presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (UB), considerou a perda como inadmissível para um estado com tradição esportiva reconhecida.
“A gente perde, mais uma vez, uma vitrine de oportunidade de gerar emprego, de gerar renda, de ter o futebol amazonense com o foco no Brasil. São momentos para a gente dialogar mais e tentar arrumar soluções.”, enfatizou.
O líder do governo, deputado Felipe Souza (PRD), reconheceu a gravidade da situação e se comprometeu a levar o assunto ao Executivo estadual. “É lamentável que o Amazonas pague o preço do estrelismo e do descaso de um secretário perdendo a oportunidade de sediar uma Copa do Mundo. Tenho certeza de que o governador está a par dos fatos e, certamente, deverá tomar as providências”, afirmou.
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Expectativa
Rozenha ocupa, simultaneamente, três cargos com forte relação com o futebol: deputado estadual, presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF) e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Com essas credenciais, ele vinha prometendo há mais de um ano que Manaus estaria entre as sedes da Copa. Em eventos públicos, como o lançamento do Campeonato Amazonense Feminino, chegou a garantir que a escolha era “certa”, atribuindo a si mesmo o mérito pelas supostas articulações com a CBF e a FIFA.
Em setembro de 2023, em sessão plenária na Aleam, Rozenha anunciou e deu certeza que Manaus seria escolhida. “A gente conseguiu semana passada costurar junto ao presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, a certeza que Manaus será uma das 10 sedes da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2027, ou seja, o que aconteceu na Austrália e Nova Zelândia mês passado acontecerá em Manaus no ano de 2027“, disse.
Realidade
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou na última quarta-feira (7/5) os oito estádios que receberão os jogos da Copa do Mundo de futebol feminino de 2027, que será disputada no Brasil:
Maracanã (Rio de Janeiro),
Arena Fonte Nova (Salvador),
Arena Itaquera (São Paulo),
Mineirão (Belo Horizonte),
Estádio Nacional (Brasília),
Arena Castelão (Fortaleza),
Estádio Beira-Rio (Porto Alegre),
Arena Pernambuco (Recife).
A Copa Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho. O jogo de abertura e a final serão no Maracanã, no Rio de Janeiro.
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