Emprego fake? Casal haitiano que vereador Salazar diz ter contratado é visto trabalhando como ambulante no Centro de Manaus
Promessa de emprego feita por Salazar vira alvo de questionamentos após casal reaparecer vendendo nas ruas da capital amazonense.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – A narrativa de “solidariedade” divulgada pelo vereador de Manaus, Sargento Salazar (PL), ganhou um desdobramento que contradiz o discurso apresentado nas redes sociais. O parlamentar havia anunciado a contratação da haitiana Nerosine Desir e de seu esposo, Jean Vites Louisius, na sua empresa de segurança Escudeiro Serviços e Soluções, mas o casal foi visto recentemente trabalhando como ambulante no Centro da capital amazonense.
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Quando fez o anúncio em entrevista a um portal local, Salazar se apresentou como um defensor da dignidade dos trabalhadores, utilizando o episódio para fortalecer sua imagem pública, principalmente após a apreensão das mercadorias do casal pela fiscalização municipal.
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“Nós já empregamos os dois aqui na nossa empresa. Vamos valorizar esses trabalhadores que já foram fazer o curso de agente de portaria e amanhã já estarão com seus diplomas do curso concluído. Nós vamos dar esse trabalho para eles”, disse.
O flagrante que contradiz a fala do vereador foi registrado em vídeo e amplamente compartilhado nas redes. Um homem chega filmando na banca onde os dois trabalham no centro de Manaus.
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“Essa aqui é aquela haitiana que o Salazar empregou mas ela continua trabalhando aqui no centro. Ali é o esposo dela, só migué de internet”, diz o homem que registra a cena enquanto os dois fogem da câmera.
Na ocasião, o vereador afirmou que daria à família a “oportunidade de estabilidade financeira” e condições para recomeçar a vida. No entanto, Nerosine e Jean seguem enfrentando a dura realidade da informalidade, dependendo das vendas nas ruas para garantir o sustento.
A reportagem do Portal AM POST procurou o vereador Sargento Salazar, por meio de sua assessoria de imprensa, e questionou sobre a situação mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. Segue aberto espaço para manifestação.
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