Empresa suspende serviços de cabotagem para Manaus devido seca severa no AM e decisão deve afetar o PIM
A suspensão dos serviços de cabotagem para Manaus tem um impacto significativo na economia e na logística da região.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus-A Aliança Navegação e Logística Ltda, uma das maiores operadoras de cabotagem do país, anunciou recentemente a paralisação de seus serviços para Manaus, devido níveis anormais dos rios no Amazonas ocasionado pela estiagem severa e destaca que isso deverá afetar o Polo Industrial de Manaus (PIM). A empresa divulgou um comunicado explicando os motivos dessa decisão.
Segundo o comunicado, a empresa enfrenta problemas devido à profundidade do Rio Amazonas nos pontos críticos de passagem. Essa situação atingiu um nível que torna inviável a continuidade das operações marítimas dos serviços ALCT 1 e ALCT 3 em Manaus. A previsão de reestabelecimento das escalas no porto de Manaus, com capacidade restrita, somente a partir da semana 46, que vai de 13 a 19 de novembro de 2023.
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“Diante deste cenário, declaramos força maior e as cargas que estão a bordo dos navios Sebastião Caboto/338N (SECAB), e Fernão de Magalhães/339N (FERMA) com destino a Manaus serão descarregadas em Vila do Conde (dia 14 de outubro) e Pecém (dia 12), respectivamente. Para as cargas nesses dois navios, ainda não há previsão de reembarque, sendo necessário aguardar a retomada do serviço. O navio Log-in Polaris/100N (LIPOL) também não atracará em Manaus e seu plano de contingência será comunicado assim que possível”, diz a empresa.
A suspensão dos serviços de cabotagem para Manaus tem um impacto significativo na economia e na logística da região. A capital amazonense depende fortemente desse tipo de transporte para o abastecimento de diversos produtos, principalmente alimentos e combustíveis.
“De forma a não interromper completamente o fluxo de mercadorias entre o Amazonas e o restante do Brasil, uma alternativa de transporte utilizando a combinação via rodo-fluvial-navio, entre Vila do Conde e Manaus, está disponível – exceto para cargas perigosas e refrigeradas. Essa alternativa combina o embarque em navios da Aliança até Vila do Conde (Pará), onde a carga será transferida para uma balsa até Manaus, para posterior entrega em nossos caminhões. Para embarques com origem em Manaus, o fluxo será o oposto”, destaca a empresa.
Diante dessa situação, é fundamental que sejam encontradas soluções para garantir o abastecimento de Manaus e minimizar os impactos causados pela paralisação dos serviços de cabotagem. Essas soluções podem envolver o uso de outros modais de transporte, como aéreo e rodoviário, além do transporte fluvial.
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Uma alternativa de longo prazo para evitar problemas como esse é o investimento em infraestrutura fluvial na região amazônica. Isso inclui a manutenção e aprofundamento dos rios, além do desenvolvimento de portos e terminais que possam operar de forma eficiente mesmo em condições adversas.
Impacto
De acordo com a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), as empresas de navegação associadas – Mercosul, Aliança e LogIn -, que possuem linhas regulares para atender a zona produtora da Amazônia e a comunidade, já começaram a sentir os impactos da seca.
Cerca de 50% do que deveria ser transportado nesse período não chegará a Manaus. Os produtos que sofrem mais impacto são os mais pesados, como alimentos (arroz, congelados e resfriados), cimento, metais, cerâmica, porcelanato e fertilizantes.
A crise atinge a população, que fica desabastecida, com aumento direto do preço dos produtos, pela escassez e por aumento no frete.
Redação AM POST*
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