Encantarias e fé amazônica conduzem o enredo da Reino Unido da Liberdade no Carnaval 2026 em Manaus
Escola do Morro da Liberdade aposta na espiritualidade amazônica e nas entidades da floresta para o desfile de 2026.

Foto: Paulo Bindá
Resumo
A Reino Unido da Liberdade aposta na espiritualidade amazônica para o Carnaval de Manaus 2026. Com um enredo que exalta caboclos, encantarias e tradições de matriz indígena e afro-amazônica, a escola transforma a avenida em um grande ritual de fé, memória ancestral e preservação cultural.
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Notícias de Manaus – A fé ancestral e as encantarias da Amazônia são o eixo central do samba-enredo da Reino Unido da Liberdade para o Carnaval de Manaus 2026. A agremiação do Morro da Liberdade, na zona Sul da capital, apresenta o enredo “Salve os caboclos da floresta! Da coroa de Vodum aos contos de Mestrinho”, uma homenagem às entidades da mata cultuadas em terreiros dos estados amazônicos.
A gira de caboclos no Sambódromo
À meia-noite, o Sambódromo de Manaus se transforma simbolicamente em uma gira de caboclos narrada por João Thomé Mestrinho, presidente de honra da escola. As histórias transmitidas por Mãe Zulmira, responsável pelo terreiro que deu origem à Reino Unido, são conduzidas em forma de samba-enredo, estruturando a narrativa do desfile.
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Setores celebram entidades, lendas e encantarias
O primeiro setor, “Okê Caboclo”, apresenta a comissão de frente “Gira de Caboclo no Terreiro de Santa Bárbara” e anuncia o Reino das Matas. Cinco alas representam entidades como Caboclo Pena Branca, Pena Verde, Pena Vermelha, Pena Amarela e a Cabocla Potira, simbolizada pela Ala das Baianas. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira retrata Caboclo Tupinambá e Cabocla Jurema.
No segundo setor, “Salve os Caboclos da Floresta”, sete alas levam à avenida protetores da mata e lendas amazônicas, como Curupira, Yara, Matinta Pereira, Caipora e Cobra Grande. As alas finais reverenciam a Encantaria da Mina, com referências às famílias de Codó e de Turquia.
Espiritualidade e futuro ancestral encerram o desfile
O terceiro setor, “Ê Juremê! Ê Jurema Sagrada”, destaca linhas espirituais como ciganos, pretos-velhos, marinheiros, exus e pombagiras, além da dança ritual Toré e do Reino Espiritual de Juremá. O encerramento, intitulado “Preservando o Futuro Ancestral”, reúne seis alas, incluindo a das crianças e a Velha Guarda, reforçando mensagens de sustentabilidade e justiça climática.
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