Família acusa HapVida de negligenciar atendimento a jovem grávida de 9 meses em Manaus
Segundo parentes, a jovem só foi atendida depois de muita reclamação e pressão por parte dos familiares.
Manaus/AM– A família de Ana Paula Seixas, 24 anos, grávida de 9 meses, acusa a empresa HapVida de negligenciar atendimento a jovem que estava prestes a dar a luz.
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De acordo com denúncia de Ana Claudia Seixas, que é a mãe da jovem, na última terça-feira (26) Ana Paula começou a expelir secreção, por volta das 12h, foi levada até o Hospital Rio Amazonas, localizado na zona Sul de Manaus, onde foi recepcionada por três médicos – em seguida foi medicada e as 22h passaram remédio via oral e a liberaram sem fazer nenhum exame.
O remédio só faria efeito 72 horas depois, mas ela voltou a sentir fortes dores e foi levada com urgência para a Maternidade Dona Nazira Daou, na zona Norte, onde fez exame de sangue e urina. Como não tinha leito no local, a família levou Ana Paula novamente para Hospital da HapVida, mas a unidade não aceitou os exames feitos na maternidade.
Nessa quinta-feira (27) em novo atendimento, ela iria subir para sala de parto, mas na troca de plantão, os médicos sumiram e até as 20h nenhum resultado de exame foi entregue à família.
“Eu voltei com dois centímetros de dilatação mais os exames laboratoriais lá da Maternidade Nazira Daou indicando um infecção fortíssima e quando eu cheguei aqui a médica que me atendeu disse que esses exames não valeriam de nada lá porque eram de outra instituição, para ela solicitar algum tipo de procedimento eu teria que fazer os exames na Hapvida, só que ela disse que ia tentar agilizar o antibiótico que deveria tomar o quanto antes, só que não foi isso que foi feito ela me passou apenas um Buscopan”, disse Ana Paula.
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Depois de muita reclamação e pressão por parte dos familiares, Ana Paula, finalmente foi atendida e deu a luz a sua filha.

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“Eles só liberaram minha internação quando meus pais começaram a fazer barraco aqui. Resumo de tudo, eu só descobri qual era minha infecção na hora do parto, a minha filha nasceu com o cordão umbilical enrolado no pescoço e a minha placenta estava infecionada e cheia de pus, eu estava com isso há muito tempo e eles não estavam me falando porque sabiam que eu ia solicitar uma internação para indução do parto e devido isso a minha filha poderia ter nascido morta e eu poderia morrer durante o parto”, declarou a jovem.
Segundo familiares, a mãe da grávida foi procurada ontem e disseram que teria uma reunião para saber e esclarecer qual foi a negligencia mas até o momento nada. A família pretende entrar com um processo judicial contra a rede hospitalar.
A reportagem do Portal AM POST procurou a assessoria de imprensa da Hapvida e pediu um posicionamento sobre mas até o fechamento desta matéria não foi enviado.
Redação AM POST*
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