Família diz que grávida foi vítima de incêndio em fábrica e está internada em Manaus
Parentes da grávida contestam a informação de que não houve vítimas no incêndio.
Notícias de Manaus – Neiriane do Nascimento Queiroz afirmou em entrevista ao Portal AM POST que sua sobrinha Letícia Gomes do Nascimento foi vítima do incêndio que atinge a fábrica da EFFA Motors, localizada na Avenida Flamboyant, no Distrito Industrial II, zona Leste de Manaus, desde as 12h desta desta terça-feira (5/8).
Letícia, que está grávida de dois meses, trabalha em uma empresa vizinha à EFFA Motors e, segundo a tia, havia entrado no galpão da empresa após o almoço para descansar quando o fogo começou a se espalhar rapidamente.
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“Quando ela abriu a porta o fogo já estava caindo. Ela saiu correndo para não morrer, só que ela foi queimada”, relatou Neiriane.
- Foto: AM POST
A jovem foi socorrida e levada ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde permanece internada em estado crítico. A família contesta a versão oficial divulgada até o momento pelo Corpo de Bombeiros, de que não houve vítimas.
“Disseram que não tem nenhuma vítima, mas tem sim. A situação dela é crítica. A mãe dela está dopada de remédio, muito abalada”, lamentou a tia.
Estado de saúde crítico
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Segundo informações repassadas pelos médicos à família, Letícia sofreu queimaduras em diferentes partes do corpo: ambos os braços foram queimados em 3º grau, as pernas em 2º grau e o tórax e rosto em 1º grau. A boa notícia, segundo a tia, é que o bebê está bem, conforme exames realizados após a internação.
Neiriane afirma que a empresa está prestando apoio a Letícia.
Incêndio segue fora de controle
Apesar do incêndio já estar confinado à área da fábrica, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), as chamas ainda não foram totalmente controladas. De acordo com o subcomandante-geral coronel Helyanthus Frank da Silva Borges, 93 bombeiros e 24 viaturas seguem mobilizados no combate ao fogo.
A maior preocupação no momento é evitar que o incêndio atinja uma área de mata nativa próxima à fábrica. As equipes seguem utilizando água e espuma para tentar conter os focos, mas o avanço das chamas, somado à presença de produtos inflamáveis como thinner, dificulta a ação dos bombeiros.
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