Família diz que psicólogo assassinado está sendo velado em caixão lacrado porque corpo está muito machucado
A dor da família é intensificada não apenas pela perda repentina, mas pelas circunstâncias bárbaras do assassinato.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – O velório do psicólogo Manoel Guedes Brandão Neto, de 40 anos, foi marcado por um silêncio angustiante, quebrado apenas pelas lágrimas e orações de amigos e familiares nesta terça-feira (22), em Manaus. Conforme os parentes, o caixão precisou ser lacrado porque o corpo estava tão machucado que não havia condições para uma despedida com o rosto à mostra. Manoel foi encontrado morto na segunda-feira (21), nos fundos da antiga penitenciária desativada na avenida Lourenço Braga, no Centro da capital.
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“Meu irmão foi muito machucado. Bateram muito que o caixão está até lacrado. Não pode ser aberto porque ele está muito machucado”, disse Catarina Brandão, irmã do psicólogo.
Velório do psicólogo morto em Manaus é marcado por emoção
Posted by AM POST on Tuesday, July 22, 2025
A dor da família é intensificada não apenas pela perda repentina, mas pelas circunstâncias bárbaras do assassinato. Segundo os parentes, o corpo foi reconhecido em estado tão degradado que o caixão precisou ser lacrado.
“Meu irmão era um homem bom, não merecia ser morto dessa forma. Foi muita crueldade o que fizeram com ele”, disse, em lágrimas, Catarina Brandão. Segundo ela, o último contato com Manoel foi no domingo (20), por volta das 6h30. Na segunda-feira, ao estranhar a ausência do irmão, decidiu ir à delegacia, quando um morador de rua passou em frente à sua casa. “Eu chamei, perguntei, e ele me contou onde estava o corpo. Acredito que meu irmão caiu em uma emboscada”, afirmou.
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Dois suspeitos foram detidos. Um deles, Adenilson Medeiros, de 18 anos, conhecido como “Bisteca”, foi quem indicou a localização do corpo. O outro envolvido, identificado apenas pelo apelido de “Loirinho”, chegou a ser preso, mas foi solto posteriormente, o que revoltou ainda mais a família. “Não quero que isso fique por isso mesmo. A justiça precisa fazer o trabalho dela. Eles destruíram uma vida, destruíram a nossa família”, afirmou a irmã da vítima.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue investigando o caso. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio — roubo seguido de morte — já que o celular de Manoel ainda não foi encontrado. O local onde o corpo foi deixado é conhecido por ser ponto de usuários de drogas e pessoas em situação de rua.
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