Familiares e amigos dão o último adeus ao psicólogo Manoel Brandão em Manaus
O corpo de Manoel está sendo velado sob forte comoção.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – Foi em meio a muita dor, homenagens e indignação que familiares e amigos se reuniram na manhã desta terça-feira (22) para dar o último adeus ao psicólogo Manoel Guedes Brandão Neto, de 40 anos, encontrado morto na segunda-feira (21) nos fundos da antiga penitenciária desativada localizada na avenida Lourenço Braga, no Centro de Manaus.
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O corpo de Manoel está sendo velado sob forte comoção. Dezenas de pessoas compareceram à cerimônia, demonstrando o carinho e a admiração que tinham por ele. Colegas de profissão, ex-pacientes e amigos próximos prestaram homenagens com palavras emocionadas, flores e mensagens de despedida. Manoel era torcedor apaixonado do Palmeiras, e seu último aniversário, celebrado recentemente, teve como tema o clube do coração.
“Meu irmão era um homem bom, não merecia ser morto dessa forma. Foi muita crueldade o que fizeram com ele”, disse, em lágrimas, Catarina Brandão, irmã da vítima. Segundo ela, o último contato com Manoel foi no domingo (20), por volta das 6h30. Na segunda-feira, ao estranhar a ausência do irmão, decidiu ir à delegacia, quando um morador de rua passou em frente à sua casa. “Eu chamei, perguntei, e ele me contou onde estava o corpo. Acredito que meu irmão caiu em uma emboscada”, afirmou.
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Dois suspeitos de envolvimento no crime foram presos. Um deles foi identificado como Adenilson Medeiros, de 18 anos, conhecido como “Bisteca”. O outro, que atende pelo apelido de “Loirinho”, ainda não teve a identidade completa divulgada. Ambos são investigados pela participação direta no homicídio.
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“Não quero que fique impune. Só quem está preso agora é esse tal de bisteca, que foi o que me falou onde o corpo estava. Esse “Loirinho” já foi solto”, declarou Catarina.
“Meu irmão foi muito machucado. Bateram muito que o caixão está até lacrado. Não pode ser aberto porque ele está muito machucado”, completou.
A polícia ainda não revelou qual seria a motivação do crime. A hipótese de latrocínio — roubo seguido de morte — não está descartada, já que o celular da vítima ainda não foi localizado. A delegacia especializada segue com as investigações.
Enquanto a busca por justiça continua, a dor da perda permanece entre aqueles que conviviam com Manoel. “Ele era alguém que dedicava a vida a ajudar os outros, cuidava da mente das pessoas, e teve um fim que ninguém merece”, lamentou um colega psicólogo durante a despedida.
O enterro será realizado ainda nesta terça-feira, em local e horário reservado à família.
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