Famílias de desaparecidos em naufrágio no Encontro das Águas cobram agilidade nas buscas e querem içar lancha em Manaus
Parentes organizam coletiva, pedem içamento da embarcação e denunciam falta de apoio da empresa responsável.
Resumo
Familiares de vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, em Manaus, cobram rapidez nas buscas, pedem içamento da embarcação e criticam postura da empresa.
Notícias de Manaus – Familiares das vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido na última sexta-feira (13/2), nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus, intensificaram a cobrança por agilidade nas buscas pelos desaparecidos. Em meio à angústia e à falta de respostas, os parentes organizaram uma coletiva de imprensa no centro da capital amazonense para exigir providências.
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A embarcação, que pertence à empresa Lima de Abreu Navegações, afundou na região onde os rios Negro e Solimões se encontram. O acidente deixou três mortos e atualmente cinco pessoas estão desaparecidas, segundo informações confirmadas pelas autoridades.
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Pedido de reforço nas buscas
Entre os familiares está Jorge Noronha, esposo da advogada Ana Carla, que continua desaparecida. Ele relatou que parentes das vítimas se uniram para organizar uma vaquinha com o objetivo de custear uma embarcação privada e reforçar as buscas na área do naufrágio.
“Eu acredito que todos os outros familiares dos desaparecidos querem o içamento dessa lancha para a gente ter a certeza de que não tem mais ninguém preso lá dentro. Nós conhecemos uma pessoa que tem uma empresa e se disponibilizou a fazer esse serviço na hora que tiver a confirmação do Corpo de Bombeiros”, afirmou.
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Segundo Jorge, o empresário teria garantido que consegue realizar o serviço em um único dia de operação, iniciando por volta das 5h da manhã até o fim da tarde. Ele ainda mencionou que foi descoberta a existência de sinal de celular Iphone no interior da embarcação submersa.
Indignação com a empresa e o comandante
Além da preocupação com a localização das vítimas, os familiares demonstram indignação com a postura da empresa responsável pela lancha. Eles afirmam que não houve apoio adequado às famílias desde o acidente.
Romualdo Almeida, que busca localizar o pai e a madrasta, questionou a responsabilidade da empresa e cobrou o içamento da embarcação. “Com uma possível localização da lancha, é dever da empresa. Porque a gente sabe que provavelmente tem corpos lá e o comandante foi o primeiro a pular da embarcação”, declarou.
O comandante da lancha, Pedro José da Silva Gama, de 43 anos, está foragido. A Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva dele após o naufrágio. Até o momento, ele não foi localizado pelas autoridades.
Buscas seguem na região
Equipes do Corpo de Bombeiros continuam atuando na área do Encontro das Águas, ponto turístico conhecido pela força das correntes e pela profundidade variável. As operações enfrentam desafios naturais, como visibilidade reduzida e condições de correnteza.
Os familiares defendem que o içamento da lancha pode acelerar a identificação de possíveis vítimas ainda presas no interior da embarcação, além de esclarecer as circunstâncias do acidente.
Enquanto aguardam respostas, os parentes reforçam o pedido por celeridade nas investigações e maior apoio institucional. Para eles, cada hora sem informações aumenta a dor e a incerteza sobre o destino dos desaparecidos.
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