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Grave: Subsecretário César Marques é denunciado por precarização da Manausmed

O principal ponto de discussão é o aumento na contribuição dos servidores para a Manausmed, que subiu de 3% para 4,5% em agosto do ano passado, mas o serviço continua precário.

  • Por AM POST

  • 02/03/2024 às 08:47

  • Atualizado em 02/03/2024 às 08:58

  • Leitura em quatro minutos

O Subsecretário da Manausmed, César Marques, está no centro de uma polêmica envolvendo sérias críticas sobre a falta de eficiência e a precarização dos serviços de saúde oferecidos pelo Serviço de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Município de Manaus. O Vereador Rodrigo Guedes (Podemos) trouxe à tona a situação, denunciando, na última quarta-feira (28/02), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o descaso que tem prejudicado os servidores municipais.

O principal ponto de discussão é o aumento na contribuição dos servidores para a Manausmed, que subiu de 3% para 4,5% em agosto do ano passado. O reajuste, anunciado por César Marques, Diretor da Manausmed, em julho de 2023, tinha como justificativa o reequilíbrio financeiro do fundo que custeia o serviço e a garantia de novos investimentos. Contudo, segundo as denúncias de Guedes, o sistema de saúde continua apresentando prejuízos e falhas na oferta de serviços.

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O vereador ressaltou que, mesmo com os servidores contribuindo mais, a Prefeitura de Manaus não estaria repassando os valores necessários para garantir o atendimento nos hospitais e clínicas credenciados pela Manausmed. Isso resulta na negação de assistência a servidores que buscam tratamentos nessas unidades.

O diretor da Manausmed veio nesta Casa Legislativa prometer que esse reajuste era fundamental para solucionar os problemas da Manausmed, porém, sete meses depois dessa promessa, os servidores têm sido barrados em clínicas e hospitais que recebem a cobertura do serviço, pois a Prefeitura de Manaus não realizou os repasses dos pagamentos para essas unidades. Não podemos nos calar nessa situação, servidores estão pagando por serviços de saúde e não estão tendo retorno! Isso é inaceitável“, declarou o vereador Guedes em seu pronunciamento.

A denúncia levantada por Guedes expôs uma realidade preocupante para os servidores públicos municipais, que, mesmo com esforços para contribuir financeiramente, não estariam recebendo os serviços adequados. Os impactos dessa situação se refletem diretamente na saúde e no bem-estar da população.

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Além disso, surgiram alegações de que César Marques recebe 15% dos faturamentos do Hospital Santa Júlia, levantando suspeitas de superfaturamento em cirurgias, como cateterismo, que são cobradas a R$ 14.711,08, enquanto o valor original deveria ser R$ 4.500. Esquemas de superfaturamento também foram identificados em materiais cirúrgicos.

Protesto do Asprom Sindical

Preocupados com a situação e sentindo na pele, membros do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) realizaram um protesto na última quarta-feira (28) na Câmara Municipal de Manaus (CMM) contra a precarização e a possível privatização da Manausmed.

O sindicato exigiu do prefeito David Almeida a apresentação da documentação oficial que comprove o cancelamento da licitação vencida pela Hapvida.

O principal ponto de contestação levantado pelo sindicato é o estado de precariedade em que se encontra a Manausmed, caracterizado por sucateamento, atendimento deficiente e uma redução notável na quantidade de conveniados.

O sindicato solicitou uma audiência pública de urgência na CMM para discutir os rumos do atendimento aos servidores municipais, pois enquanto os trabalhadores enfrentam a pior administração que a Manausmed ja teve, que põe em risco suas vidas, o subsecretário César parece não estar dando muita importância à gravidade da situação.

Diante desse cenário, a manifestação dos professores ganha importância não apenas como uma expressão de descontentamento, mas também como um apelo por transparência e informações claras por parte das autoridades responsáveis. O sindicato está exigindo uma resposta formal do prefeito David Almeida sobre o cancelamento da licitação, a fim de esclarecer as intenções da Prefeitura em relação aos serviços de saúde oferecidos aos servidores municipais.

A reportagem do Portal AM POST procurou a assessoria da Manausmed e pediu esclarecimentos sobre o caso mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. Fica aberto espaço para manifestação.

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