Grávida denuncia erro médico após maternidade de Manaus declarar morte de bebê que está vivo em sua barriga: “ele tá normal”
A mulher alega que se não tivesse chegado uma emergência teriam induzido seu parto e matado a criança.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – A gestante Jéssica Araújo denunciou publicamente, nesta quarta-feira (9), um grave caso de erro médico após ser informada, de forma equivocada, sobre a morte de seu bebê ainda na barriga, durante atendimento na Maternidade Dr. Moura Tapajós, localizada no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus. O caso repercutiu nas redes sociais após a mulher divulgar vídeos emocionados relatando o que viveu.
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Segundo o depoimento da gestante, o drama teve início quando uma médica não conseguiu ouvir os batimentos cardíacos do bebê durante a consulta de rotina. Na ocasião, Jéssica foi encaminhada para uma ultrassonografia. Após o exame, recebeu o diagnóstico de óbito fetal.
De acordo com o relato, a médica afirmou que já suspeitava da morte do bebê, mas que o exame apenas confirmava a hipótese. Desesperada, Jéssica relatou que, mesmo após o diagnóstico, sentia o bebê se mexendo, mas foi informada de que os movimentos poderiam ser causados por “gases intestinais”.
Com o suposto óbito confirmado, a paciente foi orientada a aguardar a indução do parto. No entanto, por conta da falta de leito disponível, ela acabou esperando por várias horas sem atendimento definitivo. Inquieta com a situação e ainda sentindo sinais de vida do filho, a gestante procurou por conta própria o Instituto da Mulher Dona Lindu, na zona centro-sul da cidade.
Foi nessa segunda unidade de saúde que o caso tomou um rumo inesperado. Após nova avaliação médica, foi constatado que o bebê estava vivo e com batimentos cardíacos normais, contrariando completamente o diagnóstico anterior. A criança, que se chamará Jorge, seguia em gestação saudável.
A notícia trouxe alívio, mas também revolta. Jéssica voltou à maternidade onde recebeu o primeiro laudo e gravou vídeos denunciando o ocorrido. “Vocês deram pra mim o laudo de óbito fetal. Iam fazer a indução do meu parto. Só não fizeram porque não tinha leito. Meu bebê tá normal! Vocês iam matar meu bebê!”, desabafou, visivelmente abalada.
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Apesar da manifestação oficial, a gestante afirmou que buscará responsabilização legal pelos danos emocionais e físicos que sofreu. “Se não tivesse chegado uma emergência teriam induzido meu parto e matado meu filho de 29 semanas que está normal e saudável. E estou muito triste com isso. Isso não pode ficar assim. Eu só sei que eu vou atrás dos meus direitos”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que irá abrir uma investigação rigorosa para apurar o que motivou a divergência entre os exames realizados nas duas unidades de saúde.
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