Índice de infestação do Aedes em Manaus cai para 1,4%, mas risco permanece
Estudo da Semsa mostra redução no índice de infestação em relação ao levantamento anterior, mas alerta para risco médio mantido desde 2012.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – O segundo Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2025 revelou que Manaus segue em Médio Risco para transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya, registrando um Índice de Infestação Predial (IIP) de 1,4%. O cenário permanece estável desde 2012, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
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A pesquisa foi realizada entre 30 de junho e 10 de julho, quando 26.625 imóveis foram vistoriados em todos os 63 bairros da capital. O objetivo foi identificar larvas do mosquito, eliminar criadouros e aplicar tratamento preventivo. Neste ano, estão previstos quatro levantamentos do tipo, seguindo recomendação do Ministério da Saúde.
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Na análise por distritos, a zona Leste (Disa Leste) apresentou o maior índice de infestação, com 2,4%, seguida pela zona Oeste (1,9%). Já as zonas Norte e Sul registraram 0,8% cada, representando o menor risco.
Entre os bairros avaliados, apenas Distrito Industrial II (5,3%) e Redenção (4,1%) foram classificados como de Alto Risco. Outros 36 bairros ficaram em Médio Risco, enquanto 25 apresentaram Baixo Risco, entre eles Japiim, Parque 10, Cachoeirinha, Ponta Negra e Cidade Nova.
O levantamento também apontou os principais criadouros do Aedes aegypti. Depósitos móveis, como vasos de plantas, frascos, pratos e bebedouros, foram responsáveis por 33,2% dos focos encontrados. Em seguida, aparecem os recipientes de armazenamento de água em nível de solo, como tambores e tonéis (26%) e o acúmulo de lixo e materiais recicláveis, que somaram 23,9% dos criadouros.
Em comparação ao primeiro LIRAa de 2025, realizado em março, o índice de infestação caiu de 2,2% para 1,4%, reduzindo também a quantidade de bairros em Alto Risco, que passou de oito para apenas dois.
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