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Influenciador passa a ser investigado pelo MPAM após vídeos com críticas à Zona Franca de Manaus

Associação Comercial do Amazonas acusa criador de conteúdo de reforçar estereótipos ofensivos contra o estado e sua população.

Por Beatriz Silveira

19/05/2026 às 17:08 - Atualizado em 09/06/2026 às 21:22

Gabriel Silva sob investigação do Ministério Público do Amazonas por críticas à Zona Franca de Manaus

Foto: Reprodução

Resumo

O influenciador digital Gabriel Silva passou a ser investigado preliminarmente pelo Ministério Público do Estado do Amazonas após publicar vídeos com críticas à Zona Franca de Manaus e declarações consideradas ofensivas à população amazonense. O caso ganhou repercussão após denúncia apresentada pela Associação Comercial do Amazonas.

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Notícias de Manaus –  O influenciador digital Gabriel Silva passou a ser alvo de investigação preliminar do Ministério Público do Estado do Amazonas após publicar vídeos nas redes sociais com críticas à Zona Franca de Manaus e declarações consideradas ofensivas à população amazonense.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (19). Segundo o órgão, duas notícias de fato foram instauradas pela 91ª Promotoria de Justiça de Manaus para analisar o conteúdo divulgado pelo influenciador.

Associação Comercial denunciou possível xenofobia

A medida ocorreu após representação apresentada pela Associação Comercial do Amazonas, que acusa Gabriel Silva de possível xenofobia regionalista e atentado contra a ordem econômica. Em um dos vídeos publicados, o influenciador afirmou que o Polo Industrial de Manaus “não produz nada” e declarou que os produtos seriam apenas montados “em fábricas em cima de árvores”. Durante as gravações, ele também utilizou o termo “índios” ao comentar sobre trabalhadores da região.

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Segundo a ACA, as falas ultrapassaram o limite da crítica e reforçam estereótipos discriminatórios contra o Amazonas e sua população.

Entidade aponta prejuízo à imagem da Zona Franca

Na denúncia encaminhada ao Ministério Público, a associação argumenta que as declarações podem prejudicar a imagem da Zona Franca de Manaus e do Polo Industrial, considerados fundamentais para a economia amazonense. Entre os pedidos apresentados ao MPAM estão a abertura de investigação criminal, retirada dos vídeos das redes sociais e eventual responsabilização por danos morais coletivos.

Influenciador reagiu após repercussão

Após a repercussão do caso, Gabriel Silva publicou um novo vídeo desafiando o Ministério Público e afirmando que queimaria qualquer notificação enviada pelo órgão. Dias depois, o influenciador divulgou um pedido de desculpas direcionado aos amazonenses. Segundo ele, o conteúdo publicado anteriormente teria sido gravado após orientação de terceiros.

Ao ser procurado pela imprensa, Gabriel afirmou considerar exagerada a repercussão das declarações diante de outros problemas enfrentados pelo país.

Caso ainda está em fase inicial

O Ministério Público do Estado do Amazonas informou que, neste momento, a apuração está em fase preliminar e ainda não existe acusação formal contra o influenciador. Segundo o órgão, o objetivo atual é reunir informações iniciais sobre o caso. Após a análise do material, o Ministério Público poderá arquivar a denúncia, adotar medidas extrajudiciais ou instaurar investigação própria, conforme prevê a legislação.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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