Manaus

Jornal Nacional repercute aumento do ‘cotão’ na CMM e vereadores de Manaus criticam falta de transparência em votação

O valor aumentou de R$ 18 mil para R$ 36 mil mensais e foi reajustado durante votação “relâmpago” na última sessão do ano do parlamento municipal.

Redação AM POST

Após a repercussão negativa do aumento de cerca de 83% da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), o “cotão”, que subiu de R$ 18 mil para R$ 36 mil mensais para cada parlamentar da Câmara Municipal de Manaus (CMM), os vereadores Rodrigo Guedes (PSC) e Amom Mandel (sem partido), contrários ao aumento, concederam entrevista neste sábado (18/12) ao Jornal Nacional, que repercutiu o assunto.

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O “Cotão” é usado para cobrir gastos com combustível, aluguel de veículos, consultoria, internet e telefonia. O valor foi reajustado durante votação “relâmpago” na última sessão do ano do parlamento municipal, na quarta-feira (15/12). Na entrevista, o vereador destacou a falta de publicidade dada à proposta, votada em regime de urgência.

“Foi colocado em votação no último dia de sessão, nos últimos minutos. Não foi divulgado, eu atualizei várias vezes o tablet que fica disponível para os vereadores e a pauta do dia não estava divulgada, muito menos no dia anterior. Nós não deveríamos aumentar o valor da CEAP, acredito que neste momento nós ainda sofremos muitos efeitos econômicos destes quase dois anos de pandemia, a crise, a população passa muita necessidade, desemprego, muita fome, miséria. Nós temos que mostrar solidariedade ao povo, temos que ser justos, votei contrário ao aumento e continuarei usando a verba de forma mais moderada possível”, afirmou o parlamentar.

Guedes foi o parlamentar que menos gastou a verba neste ano, excluindo-se o vereador Amom Mandel (UB) que não faz o uso da Cota. A alteração do valor da verba foi proposta pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM), por meio do Projeto de Lei nº 673/2021. Agora, o “cotão”, que antes era de R$ 18 mil, passará a ser de R$ 33.086,05, para gastos como aluguel de veículos, combustível e serviços de comunicação, por exemplo.

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Amom também criticou a votação relâmpago que aprovou o projeto. “Acabaram fazendo uma manobra para que esse projeto de lei, que não era matéria para regime de urgência, acabar entrando como regime de urgência, impedindo aí, portanto, a discussão adequada da pauta”, afirmou Amom, na entrevista exibida em rede nacional.

Com o reajuste a CMM, que hoje gasta R$ 8,67 milhões por ano com o cotão, passará a gastar R$ 15.881.304, anualmente.

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Além de Guedes, apenas os vereadores Raiff Matos (DC) e Carpê Andrade (Republicanos) também foram contrários ao aumento. Outra mudança aprovada com o PL é o aumento da quantidade de servidores lotados nos gabinetes, que agora poderão ser de até 45 servidores.