Justiça bloqueia R$ 2,5 milhões de contas do vereador Rosinaldo Bual durante Operação Face Oculta em Manaus
As apurações revelam que Bual exigia de servidores comissionados a devolução de parte de seus salários, prática conhecida como rachadinha.
- Foto: divulgação
Notícias de Manaus – A Justiça do Amazonas determinou o bloqueio de R$ 2,5 milhões das contas bancárias do vereador Rosinaldo Bual (Agir), preso nesta sexta-feira (3) durante a Operação Face Oculta, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado (MPAM). A decisão judicial busca impedir a movimentação de recursos que, segundo as investigações, têm origem em práticas ilícitas relacionadas a um esquema de rachadinha dentro da Câmara Municipal de Manaus (CMM).
De acordo com o coordenador do Gaeco, Leonardo Tupinambá, o valor bloqueado corresponde ao montante estimado que teria sido desviado dos cofres públicos por meio de repasses fraudulentos de salários de assessores parlamentares.
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Recursos teriam origem em peculato e agiotagem
As apurações revelam que Bual exigia de servidores comissionados a devolução de parte de seus salários, prática conhecida como rachadinha, considerada crime de peculato. Além disso, parte desse dinheiro, segundo o MPAM, pode ter sido usado para atividades de agiotagem (empréstimos de dinheiro a juros elevados).
“Pedimos o bloqueio de R$ 2,5 milhões em contas ligadas ao parlamentar porque esse era o valor que conseguimos rastrear como produto do esquema. Além disso, durante a operação apreendemos um volume considerável de dinheiro vivo, que precisou ser contado em máquina, e encontramos cheques de R$ 500 mil”, explicou Tupinambá em entrevista coletiva.
Bens apreendidos reforçam suspeitas
O bloqueio dos valores se soma a outras apreensões realizadas durante a operação, como:
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Três cofres encontrados no gabinete do vereador;
Dois cheques de R$ 500 mil cada, emitidos para um dos investigados;
Uma grande quantia em dinheiro vivo;
Uma arma de fogo, cuja posse não foi justificada.
Esses elementos, segundo os investigadores, reforçam a necessidade de congelar bens e recursos do parlamentar para garantir o ressarcimento ao erário em caso de condenação.
Outro lado
Até a publicação desta matéria, nem o vereador nem sua defesa haviam se manifestado sobre o bloqueio de valores e as acusações. O caso segue em andamento e novas diligências devem ocorrer nos próximos dias, com a análise do conteúdo dos cofres e dos cheques apreendidos.
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