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Laudo derruba álibi de médica e descarta erro de sistema em caso da morte do menino Benício em Manaus

A criança morreu após receber doses de adrenalina por via intravenosa, procedimento que motivou investigação da Polícia Civil do Amazonas.

Por Jonas Souza

23/01/2026 às 17:02 - Atualizado em 29/05/2026 às 10:22

Resumo

Laudo pericial do Instituto de Criminalística do Amazonas concluiu que o sistema eletrônico de prescrição médica do Hospital Santa Júlia funcionou corretamente no atendimento ao menino Benício Xavier, de 6 anos. O documento descarta falha técnica ou erro automático e aponta que a via intravenosa da adrenalina foi mantida por decisão do profissional responsável.

Notícias de Manaus – O laudo técnico divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Instituto de Criminalística do Amazonas contrariou a versão apresentada pela defesa da médica investigada no caso da morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, ocorrida em novembro de 2025, em Manaus. Segundo a perícia, não houve erro de sistema, falha técnica ou mau funcionamento no software de prescrição médica Tasy EMR, utilizado pelo Hospital Santa Júlia.

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A criança morreu após receber doses de adrenalina por via intravenosa, procedimento que motivou investigação da Polícia Civil do Amazonas.

Sistema funcionava conforme o previsto, aponta perícia

De acordo com os peritos, o sistema eletrônico operava normalmente no dia do atendimento. Todas as informações inseridas — como medicamento, dosagem, via de administração e forma de prescrição — foram corretamente registradas, processadas e encaminhadas à farmácia hospitalar, sem qualquer indício de alteração automática ou inconsistência.

A análise concluiu que o Tasy EMR seguiu exatamente as configurações estabelecidas pelo hospital, sem apresentar instabilidades ou falhas técnicas.

Defesa alegava erro automático na prescrição

No início de dezembro, a defesa da médica Juliana Brasil apresentou à Polícia Civil um vídeo que, segundo os advogados, indicaria falhas no sistema eletrônico. A tese sustentava que a profissional teria prescrito adrenalina por via inalatória, mas que o software teria alterado automaticamente a via para intravenosa.

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A defesa também alegou que instabilidades técnicas no hospital teriam ocorrido no mesmo período e que outros profissionais relataram problemas semelhantes.

Diante dessas alegações, o delegado Marcelo Martins de Almeida Silva, do 24º Distrito Integrado de Polícia, solicitou a realização de perícia técnica no sistema utilizado pelo hospital.

Perícia explica funcionamento do Tasy EMR

O laudo detalha que, ao selecionar o medicamento “Adrenalina (Epinefrina) 1 mg/ml injetável”, o sistema sugere inicialmente a via intravenosa, conforme configuração prévia definida pela administração hospitalar. No entanto, o médico pode alterar manualmente essa via para outras opções, como inalatória, intramuscular ou subcutânea, antes de confirmar a prescrição.

Durante testes controlados, os peritos comprovaram que, quando a via é modificada pelo profissional, o sistema salva corretamente a escolha, sem reversão automática ou erro.

Decisão final cabe ao médico, diz laudo

Outro ponto destacado no relatório é a diferença entre prescrever a adrenalina como “medicamento” ou como “solução”. Ao optar pela categoria “solução”, a via intravenosa torna-se exclusiva, devido a uma configuração técnica do sistema. Ainda assim, essa seleção exige ação deliberada do médico, não ocorrendo de forma automática.

A perícia também analisou registros internos, logs do sistema, banco de dados, capturas de tela e vídeos. Nenhuma falha, instabilidade ou comportamento anômalo foi identificado no dia do atendimento.

Conclusão técnica

Os peritos ressaltam que a análise foi realizada com base no comportamento observável do sistema, sem acesso ao código-fonte do software. Mesmo assim, dentro do escopo técnico avaliado, o Tasy EMR operou de forma regular e a prescrição registrada reflete fielmente as escolhas feitas pelo profissional de saúde no momento do atendimento.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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