Mãe atípica agredida após filho ter crise em shopping revela ao AM POST detalhes de caso em Manaus
Mulher afirma que foi agredida pela mãe de outra criança após o filho, diagnosticado com TEA, apresentar uma crise.
- Uma mãe denunciou nas redes sociais uma agressão que afirma ter sofrido após uma crise do filho diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um espaço infantil dentro de um shopping em Manaus.
- Segundo o relato, durante a crise a criança teria esbarrado em outro menino, e a mãe da outra criança teria reagido com agressões físicas, deixando marcas no corpo da denunciante.
- A publicação gerou repercussão e reacendeu o debate sobre inclusão, com especialistas destacando que crises sensoriais são comuns no TEA e exigem acolhimento e manejo adequado.
- Até o momento, não há informações sobre a manifestação da outra envolvida ou sobre registro de boletim de ocorrência; o caso pode ser investigado se a denúncia for formalizada.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Marinete Santos/Portal AM POST
Notícias de Manaus- A mãe atípica Suzy Mary afirmou, em entrevista exclusiva ao Portal AM POST, que foi agredida por mulheres dentro de um espaço infantil do Amazonas Shopping, em Manaus, depois que seu filho Miguel, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), apresentou uma crise sensorial. O episódio aconteceu no último sábado (1º), em um espaço infantil do Amazonas Shopping, localizado no bairro Chapada, Zona Centro-Sul de Manaus.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de vídeos e relatos sobre as agressões. A mãe afirma que espera que a situação contribua para ampliar o debate sobre respeito, inclusão e acolhimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias.
Segundo ela, a família chegou ao shopping por volta das 18h para assistir ao primeiro filme da vida das crianças. Enquanto aguardavam o horário da sessão, Miguel permaneceu brincando no espaço infantil.
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Foi nesse momento que outro menino passou a gritar próximo ao garoto.
“Ele disse: ‘Não grita, que dói’. O menino continuou gritando. Eu percebi que ele ia se desregularizar e entrei para buscá-lo“, contou.
O que aconteceu após Miguel sair do brinquedo?
De acordo com Suzy, ao retirar o filho do brinquedo para ajudá-lo a recuperar o controle emocional, uma mulher se aproximou de forma agressiva.
“Chega uma senhora descontrolada, bate no meu filho, empurra ele e chama ele de louco. Eu disse: ‘Pare com isso, ele é autista’. Ela respondeu: ‘Ele bateu no meu neto’. Mas o Miguel em nenhum momento agrediu ninguém”, afirmou.
A mãe diz que tentou explicar a situação, mas não conseguiu.
“Elas começaram a me agredir. Não me deixaram falar. Não tive voz para nada.”
Como ocorreram as agressões?
Segundo o relato, a situação se agravou rapidamente.
Suzy afirma que caiu sobre a estrutura do brinquedo durante a confusão e sofreu agressões físicas.
“Nós caímos em cima do brinquedo. Elas me morderam. Estou toda mordida.”
Ela também afirma que um homem, identificado por ela como pai ou padrasto da criança envolvida, entrou na confusão.
“Ele me enforcou, me jogou no chão e eu fiquei sem ar. As pessoas pediam para ele me soltar. Quando consegui levantar, elas continuavam me chamando de louca.”
Enquanto isso, Miguel teria saído correndo pelo shopping.
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“Naquele momento eu só queria acolher meu filho. Ele ficou sozinho, correndo pelo shopping, com medo de todo mundo.”
- Foto: Marinete Santos/Portal AM POST
Como a mãe reagiu após a confusão?
Ainda abalada, Suzy contou que pediu ajuda em um grupo formado por mães atípicas e entrou em contato com sua psicóloga.
Segundo ela, não imaginava que o caso teria grande repercussão nas redes sociais.
“A única coisa que eu consegui fazer foi pedir ajuda. Depois as mães começaram a divulgar o que aconteceu.”
O que a mãe diz sobre o preconceito contra crianças autistas?
Para Suzy, o episódio vai além da agressão física e evidencia o preconceito enfrentado diariamente por famílias de pessoas com deficiência.
Ela afirma que, desde que o caso ganhou repercussão, recebeu mensagens ofensivas nas redes sociais.
“As pessoas dizem que meu filho tem que ficar preso dentro de casa, numa jaula. Falam que ele é um bicho. Isso mostra o quanto falta informação.”
A mãe também fez um apelo para que a sociedade busque mais conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências.
“As pessoas precisam estudar, ler e entender o que é o autismo, a síndrome de Down, o que é um cadeirante. Falta empatia.”
Segundo ela, muitas famílias deixam de frequentar espaços públicos por medo de sofrer discriminação.
“Quantas mães vivem isso e ficam caladas? Elas deixam de levar os filhos ao shopping ou ao supermercado porque têm medo de serem tratadas da forma como eu fui.”
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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