Mãe de jovem morto em acidente clama por depoimentos de testemunhas e vítimas para manter motorista preso em Manaus
“Nada vai trazer meu filho de volta, mas eu preciso lutar por justiça”, disse a mãe do jovem morto em atropelamento durante corrida em Manaus.
- Foto: Portal AM POST
Notícias de Manaus – Com a voz embargada e trajando uma camisa com a foto do filho, Débora Castro fez um apelo comovente neste sábado (10) durante uma manifestação no bairro Ponta Negra, zona Oeste de Manaus. Ela é mãe de Emanuel da Costa Fernandes, de 26 anos, morto três dias após ser atropelado durante uma corrida de rua, no dia 1º de maio, em Manaus. O responsável, segundo a polícia, é Aleff Jardeu Oliveira Valente, de 29 anos, que dirigia embriagado e continua preso preventivamente.
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A mãe, que lidera a mobilização por justiça, convocou testemunhas e as outras vítimas do acidente a se apresentarem na Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (DEAT). Para ela, esse gesto é fundamental para evitar que o motorista seja libertado.
“O que a gente pede hoje é justiça para que esse homem que está preso continue lá. Não é por vingança, não é por raiva. É porque ele matou meu filho. Nada, absolutamente nada, vai trazer o Emanuel de volta. Mas eu preciso lutar por justiça”, disse Débora, visivelmente emocionada.
Durante o protesto, ela reforçou que o caso só continuará avançando se houver colaboração das pessoas que presenciaram a tragédia.
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“Quero fazer um apelo para as pessoas que estavam aqui no dia da corrida, que vá a DEAT – Delegacia Especializada em Acidente de Trânsito para dar o seu testemunho, se pronunciar, dizer o que viu. Porque a gente precisa fortalecer o inquérito para que ele continue preso. Toda a família quer justiça“, destacou.
Emanuel foi uma das cinco pessoas atropeladas por Aleff Valente, que invadiu a via onde acontecia o evento esportivo. Apenas ele não resistiu aos ferimentos. O motorista, segundo a Polícia Civil, apresentava sinais claros de embriaguez e foi preso em flagrante. O teste do bafômetro confirmou a ingestão de álcool.
Apesar da prisão preventiva, a família teme que o acusado seja solto caso o inquérito perca força por falta de provas e relatos formais.
“Nossa última ida a delegacia foi nos informado que as testemunhas, nem as outras vítimas do acidente não compareceram. O Emanuel foi a vítima fatal mas teve outras quatro vítimas que ainda não se fizeram presente na DEAT e isso é extremamente importante. Para que tenha uma punição mais severa é necessário robustez do processo e mesmo com um falecimento, que para a gente já é o suficiente, mas para a justiça não é tão suficiente. Então nós precisamos sim de mais testemunhas, pessoas que viram, que filmaram e também das outras vítimas“, disse a advogada da família Paula Assunção.
A Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (DEAT) segue investigando o caso. Quem tiver informações ou desejar prestar depoimento pode procurar a delegacia ou entrar em contato com a família por meio da advogada Paula Assunção.
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