Mais de 50 mil pessoas lotam a Ponta Negra durante o Réveillon Gospel em Manaus
Evento reuniu famílias, artistas nacionais e consolidou política pública de inclusão cultural na capital.
- (Foto: Divulgação)
Notícias de Manaus – Diante de um público estimado em mais de 50 mil pessoas circulantes, a noite desta terça-feira (30/12) entrou para a história de Manaus. O anfiteatro da Ponta Negra foi tomado por famílias inteiras, jovens, idosos e crianças durante o Réveillon Gospel, evento que deixou de ser apenas uma celebração religiosa para se firmar como um marco de inclusão cultural e reconhecimento institucional.
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A multidão acompanhou apresentações de artistas locais e nomes nacionais consagrados da música gospel, em uma atmosfera de louvor, emoção e pertencimento coletivo. O volume de público chamou atenção não apenas pelo tamanho, mas pelo perfil: famílias completas ocuparam o espaço desde o início da programação, em um cenário incomum nas tradicionais festas de virada.
Durante coletiva de imprensa no local, o prefeito David Almeida destacou que o evento representa justiça cultural para uma parcela expressiva da população manauara. Segundo ele, cerca de 40% a 45% dos moradores da capital se identificam como evangélicos e, por décadas, não se viam contemplados nas celebrações oficiais de fim de ano.
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“O Réveillon Gospel nasce para corrigir uma distorção histórica. É uma celebração de toda a cidade, que reconhece um público que sempre existiu, mas nunca teve esse espaço”, afirmou.
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No meio da multidão, histórias como a da dona Maria das Dores, moradora da zona Norte, se repetiam. Ela chegou cedo para garantir um bom lugar e não escondia a emoção. “A gente sempre esperou por uma noite assim. Um Réveillon que respeita nossa fé e nossa forma de celebrar”, contou.
No palco, o público acompanhou apresentações de artistas regionais e atrações nacionais como Gabriel Guedes e a banda Morada, reforçando a proposta de unir valorização da cena local com projeção nacional. O resultado foi um espetáculo marcado pela comunhão e pela diversidade de gerações reunidas no mesmo espaço.
A organização do evento ficou a cargo da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult). O diretor-presidente do órgão, Jender Lobato, ressaltou o planejamento operacional para receber um público tão expressivo com segurança e conforto. Segundo ele, o evento contou com esquema especial de segurança, apoio das equipes de saúde, logística integrada e área exclusiva para pessoas com deficiência.
A consolidação do dia 30 de dezembro como data oficial do Réveillon Gospel no calendário da cidade também teve forte simbolismo. Manaus se tornou a primeira capital brasileira a institucionalizar o evento, criando um modelo que já desperta interesse de outras cidades.
Para a gestão municipal, a proposta não é substituir a virada tradicional do dia 31, mas ampliar o calendário e garantir espaço para diferentes expressões culturais e religiosas. Na prática, a multidão presente na Ponta Negra deu o recado: inclusão também enche praça.
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