Manaus inicia uso de anticorpo de dose única para prevenir vírus respiratório em recém-nascidos
O novo medicamento substitui gradualmente o palivizumabe, que exigia aplicações mensais ao longo do período de maior circulação do vírus.
- Foto: Divulgação
Resumo
As maternidades da rede estadual em Manaus começaram a aplicar o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal de dose única que protege recém-nascidos contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A nova estratégia substitui gradualmente o uso do palivizumabe, que exigia aplicações mensais, ampliando a proteção principalmente para bebês prematuros e crianças com maior risco de complicações respiratórias.
Notícias de Manaus – As maternidades estaduais de Manaus iniciaram a aplicação do anticorpo nirsevimabe, utilizado para prevenir infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório em bebês.
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A tecnologia começou a ser utilizada na última quinta-feira (5) e faz parte de uma estratégia para ampliar a proteção de recém-nascidos, especialmente aqueles considerados mais vulneráveis a doenças respiratórias.
O novo medicamento substitui gradualmente o palivizumabe, que exigia aplicações mensais ao longo do período de maior circulação do vírus.
Mais proteção e menos deslocamentos para famílias
De acordo com a secretária estadual de Saúde, Nayara Maksoud, a nova estratégia representa um avanço importante na prevenção de complicações respiratórias em crianças pequenas.
Segundo ela, o uso do anticorpo de dose única também reduz dificuldades enfrentadas por famílias do interior do estado, que anteriormente precisavam se deslocar até a capital diversas vezes para completar o esquema de proteção.
“Essa é uma medida importante para fortalecer a prevenção e garantir mais proteção aos bebês que apresentam maior risco de desenvolver complicações respiratórias”, destacou a secretária.
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Vírus é uma das principais causas de internação infantil
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é uma das principais causas de hospitalização entre crianças pequenas e está associado a doenças como bronquiolite e pneumonia.
Na rede estadual, a implementação do novo anticorpo contou com treinamento prévio de profissionais de saúde. No Instituto da Mulher Dona Lindu, médicos pediatras, enfermeiros intensivistas e equipes de enfermagem participaram de capacitações para a aplicação do medicamento.
Primeiros bebês imunizados
Após o treinamento das equipes, os primeiros bebês a receberem o anticorpo na unidade foram as gêmeas Manuela e Melinda, que nasceram prematuramente, com 34 semanas de gestação.
Filhas da autônoma Cristiane Pinheiro, as crianças nasceram em 23 de fevereiro e seguem em acompanhamento na maternidade. A mãe destacou a importância da nova proteção para a saúde das filhas.
Segundo especialistas, o nirsevimabe atua oferecendo proteção direta contra o vírus, reduzindo significativamente o risco de evolução para quadros graves.
Orientações para quem já iniciou tratamento anterior
De acordo com orientações do Ministério da Saúde, crianças que já iniciaram o esquema preventivo com palivizumabe devem concluir o tratamento com o mesmo medicamento.
Já os novos pacientes atendidos na rede pública passarão a receber o nirsevimabe, que oferece proteção em dose única durante a sazonalidade do vírus.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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