Marquise Ambiental proíbe imprensa de participar de visita de vereadores ao novo lixão de Manaus
A atitude foi considera “burra ao quadrado” e é uma demonstração de há algo a esconder por parte da empresa.
- Foto: Reprodução
A imprensa local não poderá participar da visita técnica que será realizada pelos vereadores nesta quinta-feira (9), ao novo aterro sanitário construído pela empresa Marquise Ambiental, no km 13 da BR-174, próximo ao Igarapé do Leão e ao Rio Tarumã-Açu, na zona Oeste da capital.
Os vereadores que integram a Comissão e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Manaus (CMM) farão a visita para ver de perto as condições do novo lixão. A pauta vem sendo discutida tanto pelo Parlamento Municpal, como pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), desde agosto deste ano.
De acordo com informações divulgadas esta semana pela imprensa, os portais e jornalistas que procuraram o setor de comunicação da Marquise para conseguirem acompanhar a agenda dos parlamentares no local, estão sendo informados de que a visita é restrita a um seleto grupo de pessoas, composto de autoridades como os vereadores e membros do Ministério Público do Amazonas (MP-AM).
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Atitude burra
Para o jornalista Valdir Correia a atitude é “burra ao quadrado” e é uma demonstração de há algo a se esconder por parte da empresa.
Em seu programa, que vai ar todas as manhãs pela Difusora, o comunicador repercutiu a proibição da imprensa ao local onde está sendo construído o novo lixão e chamou atenção dos órgãos fiscalizadores para que façam algo em relação ao prosseguimento da obra.
Valdir disse que o povo quer apenas a verdade, e, por esse motivo, a imprensa precisaria ser autorizada a acompanhara fiscalização.
“Nós só queremos a verdade é isso que estamos atrás. O novo aterro tem sido alvo de inúmeras denúncias sobre crimes ambientais. Os parlamentares e membros do Ministério Público poderão entrar no local, mas a imprensa está sendo barrada do baile. O que estão escondendo da imprensa, não entendi. Se está tudo bem, tudo legal por que esconder?”, questionou.
O radialista comentou ainda, o fato da comunicação da empresa afirmar que após a visita irá enviar um material para divulgação na imprensa.
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“Eles não estão usando a inteligência. Eles vão escrever o que bem entenderem, mandar uma nota e querem que a imprensa divulgue? É profundamente lamentável isso de barrar a imprensa, uma atitude burra elevada ao quadrado”, frisou Valdir.
Saiba mais
No mês de agosto, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), suspendeu a licença concedida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para a construção da obra que é dentro de uma Área de Proteção Permanente (APP). A decisão foi assinada pelo conselheiro Mário de Mello.
Para o Tribunal, a licença contrariava um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao uso de áreas de preservação ambiental sobre implementação de aterros sanitários.
A obra a poucos metros da nascente do igarapé tem sido alvo de diversas denúncias, uma vez que fará com que o local preservado seja destruído impactando não apenas o meio ambiente, mas também os moradores da área.
O grupo Marquise Ambiental, responsável pela construção é um antigo conhecido do setor de serviços de limpeza na capital, possuindo contratos com órgãos públicos do estado há uma década.
A empresa acumula polêmicas e denúncias não somente no Amazonas, mas em outros estados como Ceará, Rondônia e Rio de Janeiro e é comandada pelo empresário Hugo Nery.
Redação AM POST*
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