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Moradores de áreas que desabaram em Manaus seguem recebendo contas de água e energia, e Defensoria abre apuração

Famílias relatam cobranças mesmo após perda dos imóveis; audiência pública busca solução para evitar prejuízos aos moradores.

Por Natan AMPOST

20/06/2026 às 14:58 - Atualizado em 01/07/2026 às 09:30

Resumo

Moradores de áreas afetadas por desabamentos em Manaus afirmam continuar recebendo cobranças de água e energia mesmo sem residirem mais nos imóveis. Diante das denúncias, a Defensoria Pública do Amazonas instaurou um procedimento para apurar possíveis violações de direitos e buscar uma solução para as famílias atingidas.

Notícias de Manaus – Mesmo após perder a própria casa em um desabamento, a aposentada Maria de Souza, de 65 anos, continua recebendo mensalmente contas de água e energia elétrica em Manaus. O imóvel onde ela morava, na Rua Senador Fábio Lucena, no bairro Mauazinho, já não existe, mas as cobranças seguem chegando há cerca de dois anos.

O caso não é isolado. Moradores de outras áreas vulneráveis da capital amazonense também relatam situação semelhante, o que levou a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) a instaurar um Procedimento Preparatório Coletivo (PPC) para investigar possíveis irregularidades relacionadas à cobrança de tarifas em locais afetados por desastres ou ocupações em situação de risco.

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O que está sendo investigado?

A apuração acompanha relatos de moradores de comunidades como a Rua Senador Fábio Lucena, a Comunidade Bispo de Hebron e o Bairro do Céu.

Segundo os relatos, mesmo sem acesso aos serviços de abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica, diversas famílias continuam recebendo boletos e acumulando débitos em seus nomes.

Leia mais: MP-AM investiga Águas de Manaus por suspeita de cobranças irregulares após aumento de ações judiciais sobre contas de água

Em alguns casos, moradores afirmam ter efetuado pagamentos para evitar restrições de crédito ou eventual negativação junto aos órgãos de proteção ao consumidor.

A filha de Maria de Souza, Jomara de Souza, passou a representar moradores da região e relata que muitas famílias não sabem sequer o valor total das dívidas acumuladas ao longo dos últimos anos.

Qual o impacto para as famílias?

Além da preocupação financeira, a situação gera insegurança para pessoas que já enfrentam dificuldades decorrentes da perda de moradias e da necessidade de reconstruir a vida em outros locais.

Moradores relatam que estruturas de energia foram removidas da área e que não existe mais fornecimento regular dos serviços, mas as cobranças continuaram sendo emitidas.

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Especialistas em direito do consumidor destacam que cobranças por serviços não prestados podem gerar questionamentos administrativos e judiciais, principalmente quando envolvem populações em situação de vulnerabilidade social.

Como a Defensoria pretende atuar?

A Defensoria Pública informou que o objetivo inicial é buscar uma solução consensual entre concessionárias, órgãos públicos e moradores afetados.

Para avançar nas discussões, uma audiência pública foi marcada para o dia 14 de julho, às 9h, na sede administrativa da instituição, localizada na Avenida André Araújo, nº 679, no bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus.

A expectativa é reunir representantes das empresas responsáveis pelos serviços, autoridades e moradores para discutir alternativas que permitam resolver a situação sem a necessidade de judicialização.

O que é o Procedimento Preparatório Coletivo?

O Procedimento Preparatório Coletivo é um instrumento utilizado pela Defensoria Pública para investigar possíveis violações de direitos que afetam grupos de pessoas.

Por meio desse mecanismo, a instituição pode reunir informações, promover audiências, solicitar esclarecimentos e adotar medidas extrajudiciais para tentar solucionar conflitos coletivos.

No caso das comunidades atingidas em Manaus, a medida busca garantir que moradores não sejam prejudicados por cobranças indevidas e tenham seus direitos analisados de forma coletiva e mais ágil.

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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