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MP denuncia 16 investigados por ligação com núcleo político e financeiro do Comando Vermelho no Amazonas

Denúncia do Gaeco aponta esquema de tráfico, lavagem de dinheiro, cooptação de agentes públicos e vazamento de informações sigilosas dentro do TJAM.

Por Natan AMPOST

14/05/2026 às 16:49 - Atualizado em 13/06/2026 às 10:30

Resumo 


O Ministério Público do Amazonas denunciou 16 investigados apontados como integrantes do núcleo político, jurídico e financeiro do Comando Vermelho no estado. A investigação cita lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, corrupção e infiltração no Judiciário amazonense.

Notícias de Manaus – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) denunciou 16 pessoas investigadas por suposta participação em um esquema ligado ao núcleo político, jurídico e financeiro da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no estado. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) após a operação deflagrada em fevereiro deste ano em sete estados brasileiros.

Segundo os promotores, a organização possuía uma estrutura considerada “profissional” para proteger integrantes da facção, ocultar patrimônio ilícito, movimentar dinheiro do tráfico de drogas e até obter informações sigilosas do Judiciário amazonense.

A investigação também apura crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico interestadual de drogas e extorsão mediante sequestro.

Apesar de ter sido alvo da operação, a policial civil e ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Manaus, Anabela Cardoso Freitas, não foi denunciada.

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Operação teve prisões e apreensão de carros de luxo

A ofensiva policial ocorreu simultaneamente no Amazonas e em outros seis estados. Ao todo, 14 pessoas foram presas durante a operação, sendo oito delas no Amazonas.

As equipes também apreenderam veículos de luxo, dinheiro em espécie, celulares e documentos considerados importantes para o avanço das investigações.

Na denúncia, o MP afirma que o grupo criminoso mantinha uma engrenagem estruturada para dificultar ações das autoridades.

Tal estrutura demonstra a existência de uma engrenagem profissional voltada à neutralização da atuação estatal e à proteção dos interesses do Comando Vermelho”, diz trecho do documento obtido pela imprensa.

Allan Kleber é apontado como líder do esquema

Segundo o Ministério Público, Allan Kleber Bezerra Lima seria o principal líder da organização investigada.

De acordo com os promotores, ele comandava o tráfico interestadual de drogas e utilizava familiares e terceiros como “laranjas” para ocultar patrimônio e movimentar recursos ilícitos.

A investigação aponta que empresas e contas em nomes de parentes eram usadas para esconder dinheiro oriundo do tráfico.

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Advogada é acusada de intermediar propinas

A advogada Adriana Almeida Lima aparece na denúncia como uma das responsáveis pela aproximação entre integrantes da facção e agentes públicos.

Leia mais: Saiba quem são os alvos da Operação Erga Omnes

Segundo o MP, ela teria atuado na cooptação de servidores e no pagamento de propinas para obtenção de informações sigilosas relacionadas a processos judiciais.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou movimentações suspeitas de aproximadamente R$ 210 mil vinculadas ao esquema investigado.

Investigação aponta infiltração no Judiciário

A denúncia também descreve um suposto núcleo jurídico ligado à facção criminosa.

Núbia Rafaela Silva de Oliveira é apontada como responsável por orientar tecnicamente integrantes da organização criminosa usando conhecimentos jurídicos para beneficiar o grupo.

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Izaldir Moreno Barros, auxiliar judiciário e motorista do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), é acusado de repassar informações sigilosas e antecipar movimentações processuais em troca de propina.

Segundo o MP, ele teria atuado diretamente no vazamento de dados internos relacionados a investigações e processos judiciais de interesse da facção.

A investigada Lucila Meireles Costa é descrita como responsável por operacionalizar pagamentos destinados ao servidor investigado.

Núcleo financeiro movimentava recursos do tráfico

Outra frente da investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

Conforme os promotores, Antônia Fabiane Silva Pinho administrava a empresa A.F.S. Pinho Ltda, utilizada para movimentar recursos supostamente oriundos do tráfico de drogas.

O MP afirma que ela movimentou mais de R$ 420 mil em valores considerados incompatíveis com a renda declarada oficialmente.

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Patrícia Chagas Bezerra, mãe de Allan Kleber, teria sido usada para ocultar patrimônio ilícito.

Segundo a investigação, a empresa Expresso Norte Log Transportes LTDA, registrada em nome dela e conhecida como S & D Vans Locações, não possuía sede física nem frota operacional.

Luana Ferreira Tavares também foi denunciada por suposta participação em movimentações financeiras ligadas ao grupo criminoso, além de suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas e extorsão mediante sequestro.

Outros denunciados pelo Ministério Público

Além dos nomes já detalhados na denúncia, o MP também denunciou:

  • Messias Daniel da Silva Alves
  • Bruno Alexandre da Silva Candeira
  • Josafá de Figueiredo Silva
  • Osimar Vieira Nascimento
  • Bruno Renato Gatinho Araújo
  • Ronilson Xisto Jordão
  • Daniel da Silva Sansereth
  • Carlos Victor Viera da Silva

Prisões podem ser substituídas por cautelares

Apesar da gravidade das acusações, o Ministério Público recomendou que as prisões preventivas dos investigados sejam substituídas por medidas cautelares.

Entre as medidas sugeridas estão comparecimento periódico à Justiça, proibição de contato entre os investigados, impedimento de deixar Manaus sem autorização judicial e uso de tornozeleira eletrônica.

O MP destacou ainda que a ausência de denúncia contra alguns investigados nesta fase não representa arquivamento do caso e novas denúncias podem ser apresentadas conforme o avanço das investigações.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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