Mulher que denunciou cantor por agressão em Manaus volta atrás e afirma que não quer prosseguir com o processo
Justiça determinou a soltura por falta de provas.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – Kaline Milena, de 30 anos, recuou em sua denúncia contra o cantor Diego Damasceno de Souza, 29, suspeito de agredi-la e quebrar três dentes durante uma discussão no dia 6 de abril, no bairro Parque 10, zona centro-sul de Manaus. Em carta enviada à Justiça, ela afirmou que estava tomada pela raiva ao prestar queixa e que não deseja mais levar o processo adiante.
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Segundo Kaline, ambos estavam sob efeito de álcool no dia do ocorrido e a discussão teria começado após ela jogar um carregador no companheiro. A vítima afirmou ainda que teria iniciado a agressão.
Com a carta apresentada à Justiça e a alegação de ausência de provas suficientes, a Justiça determinou a soltura imediata de Diego. O alvará de soltura foi expedido nesta quarta-feira (21/5).
Em uma publicação no Instagram, Kaline comentou sobre a repercussão do caso: “Não espere que as pessoas entendam. É em você que dói, não nelas”.
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Contudo, em entrevistas anteriores, a mulher havia detalhado episódios de violência praticados por Diego, incluindo ciúmes excessivos, agressões anteriores e socos durante uma briga no carro, que teriam resultado na quebra dos dentes.
Segundo o relato inicial da vítima, o desentendimento começou após ela participar de uma ação publicitária em que dançou com colegas de trabalho. O episódio teria causado ciúmes no companheiro, que a agrediu durante o trajeto de volta para casa.
“Ele começou a desferir socos em mim com o carro em movimento”, relatou Kaline na ocasião, visivelmente abalada. Ela ainda afirmou que após chegar ao condomínio onde mora, o cantor pediu que ela se limpasse por estar coberta de sangue.
Kaline também havia declarado que as agressões não eram inéditas, relatando episódios anteriores ocorridos em julho e outubro de 2023.
Apesar da desistência da vítima, o caso ainda pode ser investigado pelo Ministério Público, já que crimes de violência doméstica podem seguir mesmo sem representação da vítima, conforme a Lei Maria da Penha.
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