Mulheres agredidas por homens após acidente na saída de show falam sobre o caso em Manaus: “psicológico abalado”
O caso foi filmando e viralizou nas redes sociais.
- Foto: reprodução
Notícias de Manaus – Em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (26), Vivian Malveira e Dayane Guedes relataram detalhes sobre a agressão que sofreram de um homem identiticado como Leandro Macêdo na saída de um show do cantor Natanzinho, ocorrido na madrugada do último domingo (23), no Centro de Convenções Studio 5, localizado no bairro Distrito Industrial 1, na Zona Sul de Manaus. As vítimas, ainda abaladas, pedem justiça e esperam que os responsáveis sejam punidos. O caso foi filmando e viralizou nas redes sociais.
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Segundo Vivian, tudo começou quando ela e suas amigas estavam deixando o local do evento. “Estava eu e mais quatro amigas na saída do show do Natanzinho, eu peguei meu carro e a gente estava decidindo se ia para casa ou comer. Na saída, eu estanquei o carro e encostei no veículo do Leandro. Eu desci e fui olhar, e quando vi só tinha um arranhado no carro. Na mesma hora, ele desceu já alterado, com a esposa dele. Em nenhum momento me neguei a pagar o prejuízo ou tentei fugir do local”, afirmou.
Vivian contou que, logo após o incidente, Leandro começou a xingá-la e a discussão escalou rapidamente. “Minha amiga saiu do carro para tentar me defender e, nesse momento, a situação ficou mais tensa. Ele acionou alguns amigos que chegaram ao local também alterados”, explicou a vítima.
Agressões e desespero
A confusão se agravou quando Dayane, que permaneceu dentro do carro, tentou tirar o veículo da via para evitar transtornos no trânsito. “O meu carro estava atrapalhando a via e minha amiga Dayane, que ficou no carro, passou para o banco do motorista para movê-lo. Nisso, eles acharam que ela ia fugir e começaram a chutar e quebrar o carro. Eles abriram o veículo e começaram a agredir a Dayane”, detalhou Vivian.
Foi nesse momento que Vivian tentou intervir, mas acabou sendo brutalmente agredida. “O Leandro tentou agredir a Dayane, e eu puxei na camisa dele. Foi aí que ele começou a me dar vários socos. Eu fiquei desnorteada”, relatou a vítima, ainda abalada.
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Traumas e busca por justiça
Além das lesões físicas, as mulheres afirmam que o trauma psicológico causado pela agressão tem sido devastador. “Estou com meu psicológico abalado, eu choro todo dia. Só quero que isso acabe logo”, desabafou Vivian emocionada durante a coletiva.
O caso foi registrado por meio de um Boletim de Ocorrência e está sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas. As vítimas esperam que a justiça seja feita e que os agressores sejam responsabilizados pelos atos violentos cometidos naquela madrugada.
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