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Manaus

Nova ecobarreira retém 40 toneladas de lixo e reforça proteção do rio Negro em Manaus

Estrutura instalada no bairro Educandos impede avanço de resíduos ao rio Negro.

Por Natan AMPOST

21/02/2026 às 07:30 - Atualizado em 30/04/2026 às 09:25

Resumo 


A 14ª ecobarreira instalada em Manaus reteve 40 toneladas de resíduos em apenas uma semana, evitando que o lixo chegasse ao rio Negro. Capital já soma 14 estruturas e reteve 378 toneladas só em janeiro.

Notícias de Manaus – A 14ª ecobarreira de Manaus já apresentou resultados concretos apenas uma semana após sua instalação. A primeira limpeza da estrutura foi realizada nessa sexta-feira (20) pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana de Manaus (Semulsp), com a retirada de aproximadamente 40 toneladas de resíduos sólidos que deixaram de seguir para o Rio Negro.

Instalada no dia 13 de fevereiro, no bairro Educandos, zona Sul da capital, a barreira foi posicionada em um ponto estratégico que recebe as águas do igarapé do 40, do igarapé do São Francisco e do igarapé do Mestre Chico — áreas historicamente impactadas pelo descarte irregular e pelo volume de lixo arrastado pelas chuvas.

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Como funciona a ecobarreira

A estrutura atua como uma barreira flutuante de contenção. Ela intercepta resíduos transportados pela correnteza antes que atinjam o rio Negro. Após a retenção, o material é recolhido por equipes operacionais e encaminhado ao aterro sanitário municipal para destinação ambientalmente adequada.

Segundo o secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, o volume recolhido na primeira semana reforça a importância da iniciativa.

“Em apenas sete dias, 40 toneladas deixaram de chegar ao rio Negro. Isso mostra que a ecobarreira cumpre um papel fundamental como proteção ambiental. Estamos criando uma linha final de defesa para o nosso rio, especialmente no período de chuvas, quando o volume de resíduos aumenta significativamente”, afirmou.


Rede já reteve 378 toneladas em janeiro

Com a nova instalação, Manaus passa a contar com 14 ecobarreiras distribuídas em pontos considerados críticos. O sistema integra uma política permanente de enfrentamento ao descarte irregular e de proteção dos cursos d’água urbanos.

Somente em janeiro, as estruturas já existentes retiveram 378 toneladas de resíduos sólidos que seriam levados até o rio Negro. Sem esse mecanismo de contenção, todo esse volume teria seguido pelos igarapés até o principal rio da capital.

A estratégia busca minimizar impactos ambientais, reduzir a poluição hídrica e preservar a biodiversidade associada à bacia do rio Negro.

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Animais descartados também foram encontrados

Durante a primeira limpeza da nova barreira, as equipes identificaram e removeram três cadáveres de animais domésticos — dois gatos e um cachorro — que ficaram retidos na estrutura.

Os corpos foram encaminhados ao crematório municipal, seguindo protocolos sanitários vigentes. A prefeitura disponibiliza gratuitamente o serviço de cremação de pets, que pode ser solicitado pelo telefone (92) 9 9164-3555, de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h.

O descarte irregular de animais representa risco ambiental e sanitário, além de impactar diretamente os cursos d’água urbanos.


Educação ambiental é desafio permanente

Embora as ecobarreiras atuem como mecanismo de contenção, a gestão municipal ressalta que a solução definitiva depende de mudança de comportamento da população.

“A ecobarreira protege o rio Negro, mas o ideal é que o lixo não chegue aos igarapés. Precisamos continuar investindo em educação ambiental e no descarte correto. A estrutura segura o que já foi descartado, mas a mudança de comportamento é o passo mais importante”, reforçou Sabá Reis.

Além de impedir que toneladas de resíduos avancem para o rio, as estruturas contribuem para reduzir impactos à navegação e à fauna aquática.

Em apenas sete dias, a 14ª ecobarreira confirmou seu papel estratégico como barreira física de proteção ambiental — uma defesa concreta contra o avanço da poluição urbana em direção ao rio Negro.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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