Oficial de justiça do TJAM é denunciado por perfurar tímpano de menino de 8 anos com tapa em condomínio de Manaus
Criança sofreu perfuração no tímpano e família cobra justiça.
- Foto: divulgação
Notícias de Manaus – Um menino de 8 anos foi covardemente agredido na noite do último dia 4 de setembro, em um condomínio localizado na Avenida Constantino Nery, bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus por um adulto identificado como Fábio Litaiff, de 49 anos, servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), e teve o tímpano perfurado.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o homem teria dado tapas na orelha da criança durante um desentendimento. A mãe do menino denunciou o caso imediatamente, e a ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa.
- Oficial de justiça do TJAM é denunciado por perfurar tímpano de menino de 8 anos com tapa em condomínio de Manaus
Tímpano perfurado e dor intensa
PUBLICIDADE
No dia seguinte à agressão, a criança foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. Dias depois, o quadro clínico do menino se agravou: ele passou a sentir dores intensas na orelha, além de secreção de pus. Levado a uma clínica especializada, foi diagnosticado com perfuração do tímpano, conforme laudo emitido por um otorrinolaringologista.
- Foto: Oficial de justiça do TJAM é denunciado por perfurar tímpano de menino de 8 anos com tapa em condomínio de Manaus
Segundo os médicos, a lesão é compatível com os tapas desferidos pelo agressor. Além do tratamento com medicamentos para dor, o menino passou por exames de audiometria e segue sendo acompanhado para avaliar possíveis sequelas na audição.
- Foto: Oficial de justiça do TJAM é denunciado por perfurar tímpano de menino de 8 anos com tapa em condomínio de Manaus
Câmeras registraram agressão e intimidação
O pai da criança, que preferiu não se identificar, teve acesso às câmeras de segurança do condomínio. As imagens confirmam não apenas a agressão, mas também a intimidação sofrida pelo filho.
PUBLICIDADE
“Meu filho tenta tirar o celular dele porque não gosta de ser filmado. Então ele dá um tapa no meu filho e ele cai. Aí meu filho tenta arranhar ele, só que depois ele pega outro tapa. É um adulto se comparando com uma criança”, relatou o pai, emocionado.
Mesmo após a primeira agressão, o servidor do TJAM continuou filmando o menino, que tentava se afastar. Em vez de interromper a ação, ele o perseguia e provocava, como mostram as gravações.
Cuidadora testemunhou o desfecho
Momentos depois, a cuidadora da criança percebeu a movimentação e se aproximou. As imagens mostram a funcionária tentando entender o que estava acontecendo. Ao chegar, ela encontrou a criança já machucada e tentando se defender, enquanto o agressor tentava justificar a situação.
“A Leidiane chega, ele já começa a contar outra história pra ela, se fazendo de ‘santo’. Só que não diz que bateu no meu filho. Ele omite tudo e simplesmente vai embora”, desabafou o pai.
Caso será levado à Corregedoria do TJAM
Diante da gravidade do episódio, a família da criança decidiu levar o caso além da esfera policial. Segundo o advogado criminalista Vilson Benayon, uma representação será protocolada junto à Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas para que o servidor responda administrativamente.
PUBLICIDADE
“Trata-se de um crime bárbaro e covarde cometido por um profissional que conhece e está acostumado a aplicar e cumprir as leis. Não se pode admitir esse tipo de conduta por parte de um oficial de justiça. Nossa intenção é que esse caso não fique impune e sirva de exemplo para inibir futuras agressões”, afirmou Benayon.
Família pede justiça
A mãe e o pai do menino seguem abalados com a violência sofrida pelo filho e cobram que as autoridades atuem com rigor. Para eles, o fato de o agressor ser servidor da Justiça torna a situação ainda mais grave, já que deveria ser exemplo de respeito às leis.
“O que nós queremos é justiça. Meu filho foi machucado de uma forma covarde. Poderia ter sido com qualquer criança. Se não houver punição, outros podem sofrer o mesmo”, disse o pai.
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil do Amazonas e, paralelamente, será analisado pela Corregedoria do TJAM. A expectativa da família é de que haja responsabilização criminal e administrativa, além da reparação pelos danos causados.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos









