ONG denuncia suposto despejo de esgoto em igarapé preservado de Manaus
Imagens divulgadas pela ONG Mata Viva mostram o que seria o lançamento de água servida no Igarapé Água Branca.
- Foto: Redes Sociais
Notícias de Manaus – A ONG Mata Viva denunciou, nesta semana, um suposto despejo irregular de esgoto no Igarapé Água Branca, considerado por ambientalistas um dos últimos igarapés urbanos preservados de Manaus. A denúncia foi divulgada nas redes sociais da entidade, acompanhada de imagens captadas por drone que, segundo a organização, mostram o lançamento de água servida proveniente do Condomínio Smart Tarumã, localizado na Avenida do Turismo, na zona Oeste da capital.
Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação pública do condomínio sobre as acusações.
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O que mostram as imagens divulgadas
Segundo a ONG, os vídeos registram uma estrutura identificada pela entidade como uma estação de tratamento de esgoto e um ponto de lançamento de líquido com aspecto escuro diretamente no igarapé.
Na publicação, a organização afirma que a estrutura não estaria funcionando adequadamente.
“Recentemente construído na Avenida do Turismo, o Condomínio Smart Tarumã está lançando água podre diretamente no Igarapé Água Branca. Nosso drone filmou a ‘estação de tratamento’ que não funciona e água servida dos apartamentos sendo lançada fétida no último igarapé urbano limpo em Manaus”, declarou a ONG em suas redes sociais.
A entidade também criticou a fiscalização ambiental e informou que pretende formalizar denúncias.
“Vamos denunciar em todos os órgãos competentes. É um absurdo!”, acrescentou.
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O que dizem as leis ambientais
O lançamento de efluentes em corpos hídricos depende de autorização dos órgãos ambientais e deve obedecer aos padrões de tratamento estabelecidos pela legislação ambiental brasileira.
Caso seja constatado despejo irregular de esgoto ou de água servida sem o tratamento adequado, os responsáveis podem responder por infrações administrativas, civis e criminais, além de serem obrigados a reparar eventuais danos ambientais.
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A confirmação de qualquer irregularidade depende de fiscalização técnica dos órgãos competentes.
Quais órgãos podem investigar o caso
A denúncia poderá ser analisada por instituições responsáveis pela fiscalização ambiental, entre elas:
- Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam);
- Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmasclima);
- Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM);
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), quando houver competência federal.
Os órgãos poderão realizar vistorias, coleta de amostras da água e inspeções na estrutura apontada pela ONG para verificar se houve infração ambiental.
Por que o Igarapé Água Branca é considerado importante
O Igarapé Água Branca é reconhecido por ambientalistas como um dos cursos d’água urbanos que ainda preservam características naturais em Manaus.
Além da importância ecológica, o igarapé contribui para:
- preservação da fauna e da flora;
- manutenção da qualidade da água;
- equilíbrio ambiental da bacia hidrográfica;
- redução dos impactos da urbanização na região.
A expansão imobiliária na zona Oeste de Manaus tem intensificado o debate sobre a necessidade de fiscalização ambiental e de sistemas eficientes de tratamento de esgoto. Casos de suposta poluição em igarapés urbanos costumam mobilizar moradores, organizações ambientais e órgãos de controle devido aos impactos na qualidade da água e na preservação dos recursos naturais da capital.
Outro lado
A reportagem busca a comunicação do condomomínio para um espaço na matéria e permanece aberta para manifestação do Condomínio Smart Tarumã e dos órgãos ambientais citados. Caso haja posicionamento oficial, este conteúdo será atualizado.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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