Ônibus param de circular e tomam avenida de Manaus após anúncio de greve: “100% da frota parou”
Trabalhadores protestam contra atrasos salariais recorrentes e estacionam coletivos em uma das principais vias da capital, deixando milhares de passageiros sem transporte.
- Uma greve geral de rodoviários em Manaus paralisou o transporte coletivo na manhã desta segunda-feira (20), com dezenas de ônibus retirados de circulação na Avenida Constantino Nery.
- A decisão ocorreu por atrasos recorrentes no repasse de salários, apesar de determinações da Justiça do Trabalho sobre multas, deixando milhares de passageiros sem deslocamento.
- Com a suspensão das viagens, houve filas e acúmulo de pessoas em terminais e pontos de ônibus, além de retenções e impacto no trânsito em vias como Djalma Batista e Mário Ypiranga.
- O sindicato afirma que o retorno dos ônibus é indeterminado e depende da quitação dos salários; uma reunião de urgência deve ocorrer para mediação entre sindicato, Sinetram e poder público.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

(Foto: Divulgação)
Notícias de Manaus – A rotina dos usuários de transporte coletivo em Manaus foi drasticamente afetada na manhã desta segunda-feira (20) após a eclosão de uma greve geral desencadeada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários. Em um protesto de grande impacto, dezenas de ônibus foram retirados de circulação e estacionados ao longo da Avenida Constantino Nery, gerando retenções no trânsito e deixando milhares de passageiros sem ter como se deslocar para seus compromissos.
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Por que os rodoviários decidiram cruzar os braços?
Segundo o presidente da entidade sindical, Givancir Oliveira, a medida extrema foi motivada pelo descaso sistemático no repasse dos salários da categoria por parte das empresas concessionárias do sistema.
O líder sindical ressaltou que, apesar de existirem decisões da Justiça do Trabalho prevendo a aplicação de multas diárias em caso de atrasos nos proventos, o descumprimento das datas de pagamento permanece frequente. Sem garantias para a regularização dos honorários e benefícios, os rodoviários decidiram pela paralisação total das atividades.
Filas nos pontos e caos na mobilidade urbana
A suspensão surpresa das viagens pegou a população de surpresa nas primeiras horas do dia. Passageiros se acumularam nos terminais de integração e nos pontos de ônibus espalhados por todas as zonas da capital amazonense.
O bloqueio e a concentração de veículos na Avenida Constantino Nery — corredor vital para quem se desloca entre a Zona Norte e o Centro — resultou em reflexos imediatos no tráfego de vias limítrofes, como as avenidas Djalma Batista e Mário Ypiranga. Agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) foram acionados para tentar desviar o tráfego e mitigar os gargalos.
Há previsão de retorno do transporte público?
Até o momento, a liderança do sindicato afirma que a categoria permanecerá de braços cruzados de forma indeterminada, condicionando o retorno dos ônibus à quitação dos salários em atraso.
Diante do colapso no atendimento ao cidadão, a expectativa é de que ocorra uma reunião de urgência entre representantes do sindicato laboral, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e os órgãos competentes do poder público para tentar mediação e restabelecer o serviço.
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